Castelão sofrerá grandes mudanças para Copa 2014, diz arquiteto

Portal Terra

FORTALEZA - Alguns dos arquitetos brasileiros responsáveis pela reforma do Estádio Castelão, em Fortaleza, visitaram a África do Sul, meses antes da abertura da Copa do Mundo deste ano. O objetivo do grupo era colher informações úteis para serem implementadas na capital cearense, que será uma das sedes da Copa no Brasil, em 2014.

A visita ao país-sede do Mundial serviu para analisar de perto como andam as instalações, ou seja, toda infra-estrutura necessária para receber um evento de tamanha dimensão. Um dos arquitetos da excursão, Ronald Werner Fiedler pôde observar que nem todos os estádios sul-africanos estão condizentes com o que a Fifa exige. "Mas no geral, gostei do que vi", resume.

O arquiteto falou sobre as dificuldades projetadas para a adequação de Fortaleza aos padrões estabelecidos. "O Castelão vai passar por uma transformação enorme. 50% dele serão mantidos, ou seja, só metade da atual estrutura fica. O problema maior está fora do estádio, nos aeroportos, transportes, mas não somos nós que podemos responder sobre isso", explica.

Segundo Fiedler, os brasileiros estiveram em 7 estádios, sendo 6 que receberão jogos do Mundial. "Em 2 desses, não foram feitas grandes intervenções. Todos os estádios têm financiamento público", afirma.

País subdesenvolvido como o Brasil, para o grupo ficou claro que a África do Sul manifesta muitos dos sérios problemas de desigualdade social vividos por aqui. "Além de outras questões, os serviços também ainda deixam a desejar. Mas os aeroportos são bons", contou Fiedler.

Quanto à segurança, o arquiteto ficou espantado. "Parece que existe uma paranoia. Deve ter mais violência que aqui (no Brasil). Mas a paranoia é muito maior", afirma.