Conheça o ex-corintiano que leva brasileiros para o Lyon

Portal Terra

SÃO PAULO -

O sucesso de brasileiros como Cris, Edmílson, Caçapa e Juninho Pernambucano já está no DNA do Olympique Lyon, heptacampeão francês entre 2001 e 2008. Por trás dessa história de vitórias está Marcelo Djian, ex-zagueiro de clubes como Corinthians, Cruzeiro, Atlético-MG e, claro, do próprio time lionês, no qual ele atua como representante no Brasil. Certamente, o ex-corintiano estará com os olhos bem atentos para o confronto desta quarta-feira, na Alemanha, contra o Bayern.

Mais do que levar jogadores brasileiros para o Lyon, Marcelo, que também atua como empresário de jogadores, foi justamente o primeiro representante do país no clube francês que defendeu entre 1993 e 96. Há quase uma década, ainda nos tempos em que atuava como jogador, ele já indicava atletas para Jean-Michel Aulas, o presidente lionês.

"Em 2000 realmente começaram a investir. Indiquei o Edmílson, o Caçapa e o Juninho em um prazo de um ano e eu ainda jogava no Cruzeiro. Ficaram três anos sem contratar por falta de espaço para jogadores não comunitários", explica Djian ao Terra. "Depois o presidente (Aulas) exigiu que eu fosse agente de Fifa. Tirei a licença e firmamos um contrato em maio de 2003".

Após o boom na emissão de passaportes depois dos primeiros anos da década e o sucesso do trio pioneiro, o Lyon intensificou a contratação de brasileiros. "Quando o Edmílson saiu, indique o Cris. Depois o Élber, que teve uma lesão grave. Na mesma semana acabou chegando o Nilmar que tinha ido bem no Mundial Sub-20. Depois teve o Fábio Santos, o Fred e o zagueiro Anderson", enumera Djian.

Nos últimos anos, a fonte secou

Os únicos dois brasileiros que chegaram nos últimos tempos para o Lyon não foram indicações de Marcelo. O meia Éderson e o polivalente Michel Bastos já atuavam no futebol francês. Mesmo assim, o trabalho de Djian não para.

Ele conta que sempre passa uma lista de jogadores com duas ou três opções para cada posição, o que não quer dizer que algum será contratado. Djian explica: "Indico e o Bernard Lacombe, que é o diretor de futebol e foi um atacante muito famoso, vem ao Brasil. Ele tem um bom olho, vê sempre duas ou três partidas de cada um e nós conversamos. Há uma confiança grande no meu trabalho, mas até prefiro que ele venha e olhe".

Marcelo Djian até conta qual foi sua principal indicação nos últimos tempos: o são-paulino Hernanes que seria o substituto ideal para Juninho Pernambucano. "Só que vieram olhar ano passado justamente na fase em que ele não estava bem", diz, mas sem descartá-lo. "Continua na minha lista. Como voltou a jogar bem, quem sabe no futuro".