Dirigente canadense admite fracasso na briga por medalhas em Vancouver

Portal Terra

VANCOUVER - O chefe do Comitê Olímpico Canadense (COC) admitiu que o Canadá encontrará dificuldade até para terminar em terceiro lugar na corrida por medalhas dos Jogos Olímpicos de Vancouver. Para o dirigente, o milionário programa de incentivo ao sucesso olímpico, lançado há cinco anos com o nome 'No Pódio', tem demonstrado inconsistências.

Chris Rudge, diretor executivo do COC, concorda que o investimento feito no programa - U$ 110 milhões (cerca de R$ 200 milhões) - exerce pressão demais sobre os atletas, comprometendo os resultados.

- Há muita gente que acha o programa exagerado e o nome 'No Pódio' meio fanfarrão. Pensamos que talvez esteja na hora de algumas mudanças - disse.

Antes dos Jogos, o COC previu que o Canadá ganharia aproximadamente 34 medalhas e brigaria pelos primeiros lugares na competição entre países. Embora a meta ainda seja possível, algumas decepções estiveram no percurso canadense. Um exemplo é a esquiadora Jennifer Heil, cotada para levar o ouro no moguls de esqui estilo livre, mas que acabou superada pela americana Hannah Kearney e ficou com a prata.

Desde a Olimpíada de Verão de Pequim, em 2008, o COC oferece prêmios em dinheiro por cada medalha conquistada. Semelhante ao valor pago aos vencedores americanos, o Canadá promete quantia entre R$ 18 mil e R$ 36 mil para cada atleta, conforme o "quilate" de sua medalha.

Até as competições desta terça-feira, o Canadá conquistou apenas 10 medalhas, sendo cinco de ouro, marca muito inferior à do líder Estados Unidos, com 25 (sete de ouro).

Rudge confessou que o desempenho canadense certamente será aquém do programado. - Provavelmente, será uma dura luta com os alemães pela segunda ou terceira colocação - ponderou.