Com acrobacias ousadas, patinadoras assumem medo em Vancouver

Mariana Lanza, Portal Terra

VANCOUVER - Nas apresentações de dança no gelo da patinação artística, a facilidade com que os homens carregam suas parceiras nos braços enquanto deslizam pela pista do ginásio chama a atenção. Durante os Jogos Olímpicos de Inverno, em Vancouver, esses momentos são o auge das coreografias para o público, que aplaude a cada realização bem-sucedida.

Nenhuma queda ocorreu na etapa da dança livre, mas algumas patinadoras admitiram que esse é um período tenso da coreografia. "Não penso nisso na hora da dança, senão acaba acontecendo", disse a ucraniana Anna Zadorozhniuk, sobre a possibilidade de cair.

Antes de treinar arduamente as danças, a israelense Alexandra Zaretsky fica com receio de se pendurar no irmão e parceiro, Roman. "No começo tenho muito medo, porque não sei exatamente como segurá-lo, de que forma devo voltar para a pista. Depois que aprendo, é tranquilo", disse.

De acordo com a húngara Nora Hoffmann, o fato de seu par, Maxim Zavozi, ser mais alto do que ela ajuda na hora de executar a dança. "Meu outro parceiro era menor, então, era mais difícil. Eu acredito no Maxim", afirmou. "Nora é muito alta, mas é excelente. Às vezes, carregava meninas menores e elas não conseguiam se manter", completou o patinador.

A italiana Anna Cappelline também deposita toda sua confiança no patinador Luca Lanotte. "Sou muito medrosa, mas confio no Luca. Ele é muito estável. Cair é normal. Se cair, no momento seguinte eu levanto", disse. "O importante é se reerguer quando cair. Todo mundo cai, mas depende de como se levanta", acrescentou ele.

Confiante, a dupla medalha de prata nos Jogos de Inverno 2010, Charlie White e Meryl Davis, garantiu que a possibilidade de errar a execução de um levantamento nem passou por sua cabeça. "Nós praticamos bastante para nos sentirmos confortáveis. Esse não é um grande problema", declarou o americano.

Apesar do nervosismo, a italiana Federica Faiella também se sentiu preparada para a execução de seus passos na pista do Pacific Coliseum. "Aqui a pressão é realmente forte e tem muita emoção. Porém, praticamos muito e estamos conectados desde o começo".

Segundo o israelense Roman Zaretsky, a solução para continuar firme e não cair na pista é "trabalhar, trabalhar e trabalhar". É o que as duplas olímpicas têm feito.