Imperador prioriza conquista da América

Jornal do Brasil

RIO - Depois de ter criado polêmica ao dar uma entrevista a uma emissora italiana dizendo que gostaria de voltar a jogar na Europa, Adriano segunda-feira desmentiu tudo, na primeira vez que falou para a imprensa brasileira.

Meu futuro eu não planejei. Quero fazer meu nome no Flamengo. Já consegui o Brasileiro e agora quero a Libertadores disse o Imperador. Perguntaram se eu tinha capacidade de voltar para a Europa e eu disse que sim. Estou muito bem no Flamengo. Estou feliz e dinheiro não importa. Dinheiro nunca foi primeiro plano. Senão eu ficava lá e não mandava embora R$ 14 milhões.

Adriano, no entanto, admitiu que seu plano mais próximo é ser campeão da Libertadores. O time estreia quarta-feira, às 21h50, contra o Universidad Católica, do Chile, no Maracanã.

O título será muito importante para todos nós. Sabemos que nós ficaremos na história. Voltei para o Flamengo e fui campeão brasileiro no primeiro ano. Conquistar a Libertadores no segundo seria inexplicável

Defesa reserva

Preocupado com seu sistema defensivo para a estreia, Andrade fechou a porta do treino de segunda-feira. Mais uma atividade secreta, já que na semana passada ele repetiu a estratégia antes da semifinal contra o Botafogo. Desta vez, ele não teve uma das principais figuras da retaguarda, que sofreu 15 gols em oito jogos no Carioca. O zagueiro Álvaro foi liberado pela diretoria e não participou do coletivo. Sem Angelim, mais uma vez barrado, Andrade colocou Wellinton e Fabrício no time titular.

Segunda-feira, o clube divulgou a lista dos 25 jogadores que irão disputar o torneio continental. Os atacantes Gil e Dênis Marques ficaram de fora, assim como o recém-contratado Ramon. Quarta-feira, Andrade não poderá contar com Fierro e David, suspensos por terem sido expulsos na Copa Sul-americana, no ano passado, contra o Fluminense.

Atuais campeões, argentinos tropeçam

Em uma chave com Caracas, da Venezuela, e dois chilenos, Universidad do Chile e Universidad Católica, o Flamengo trata o Grupo 8 como se fosse o mais difícil da Libertadores. E poderia ser pior na avaliação rubro-negra, caso o Colón (time argentino da cidade de Santa Fé) conseguisse passar pela fase da Pré-Libertadores. Acabou eliminado justamente pela Universidad Católica, adversária de quarta-feira, no Maracanã. Porém, o retrospecto recente dos argentinos na competição é ruim.

Campeões da Libertadores por 22 vezes e atuais vencedores, com o Estudiantes , os clubes argentinos não iniciaram bem. Por exemplo, desde que começou a fase de Pré-Libertadores, em 2003, nenhum clube brasileiro caiu antes de começarem as disputas dos grupos. O argentinos provaram esse gostinho amargo neste ano. E por duas vezes. Além do Colón, o tradicional Newell's Old Boys (finalista do torneio em 1988 e 1992) perdeu sua vaga para os equatorianos do Emelec.

Com dois times eliminados, os argentinos foram ultrapassados pelos brasileiros em número de times em disputa. São cinco brasileiros (Flamengo, São Paulo, Internacional, Cruzeiro e Corinthians) contra quatro argentinos (Estudiantes, Velez Sarsfield, Lanus e Banfield). E mesmo assim, apenas Banfield (atual campeão argentino) e o Velez têm campanhas boas no início da fase de grupos.

No Grupo 3, por exemplo, o atual campeão do torneio foi goleado por 4 a 1 para o Alianza Lima, do Peru, na semana passada. Menos mal que o Estudiantes vencera o também peruano Juan Aurich por 5 a 1 na estreia. A pior situação é a do Lanus, time tradicional da Grande Buenos Aires. Nos dois jogos disputados, o clube grená não conseguiu um ponto sequer: derrotas para o Universitário, do Peru, e Libertad, do Paraguai, em casa.