Famoso pelas bebedeiras, esquiador dos EUA faz pazes com torcida

Portal Terra

VANCOUVER - Uma das esperanças dos Estados Unidos na prova do supercombinado no esqui alpino, Bode Miller tomou conta das manchetes dos jornais americanos durante os Jogos de Inverno de Turim, em 2006.

No entanto, o atleta não figurava entre as matérias sobre as conquistas. Depois de conquistar duas pratas na Olimpíada anterior, em Salt Lake City, o esquiador teve uma participação apagada na Itália e colocou sua carreira em xeque ao se envolver em polêmicas com noites cheias de bebedeiras e chegar a admitir que havia competido embriagado.

Quando chegou em Turim, a sombra das duas pratas já deixava Miller com uma divisão entre a torcida que esperava resultados melhores e os outros que achavam que o atleta já estaria no seu limite. Após amargar resultados pra lá de insatisfatórios -contando um quinto lugar no downhill e não terminar provas como o slalom gigante e o supercombinado -, Miller foi totalmente desacreditado pela torcida, mídia e pelos próprios companheiros de equipe.

Para piorar ainda essa matemática, a temporada de 2010 começou com uma torção no tornozelo durante um jogo de vôlei. Mesmo longe de repetir o sucesso que teve nos campeonatos mundiais de 2003 e 2005, quando levou quatro medalhas de ouro, o esquiador intensificou seu treinamento a tempo de ficar com a equipe americana.

Contra todas as chances, Miller conseguiu fazer as pazes com sua torcida em Vancouver, no Canadá, durante os Jogos de Inverno de 2010, ao conquistar sua primeira medalha dourada na Olimpíada no supercombinado. Em entrevista ao jornal americano The Boston Globe, o atleta definiu seu feito como "inacreditável". Miller afirmou que teve sua atitude normal após cruzar a linha e ficou parado por um segundo para perceber "que não precisava pedir por mais nada".

O esquiador viu seu rendimento em Turim ficar longe do esperado e acabou com o nome estampado nos jornais envolvido com bebedeiras e festas. Desacreditado, Miller disse que mesmo com a pressão nunca duvidou de sua capacidade. Após a conquista em Vancouver, o esquiador afirmou que "se sentiu orgulhoso para o resto de sua vida por ter competido com 100% de seu coração".