No Vasco, Prass confia em própria experiência para vencer

José Luiz de Pinho, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Que artimanha Fernando Prass vai aprontar para o Botafogo, hoje? A experiência do goleiro de 31 anos foi decisiva para garantir o Vasco na final da Taça Guanabara, que o clube não ganha desde 2003. Na decisão por pênaltis da semifinal contra o Fluminense, Prass confessa ter desestabilizado emocionalmente o jovem Alan, de 18 anos, que acabou chutando no travessão a última cobrança.

Eu disse: se você bater e fizer, inicia a série de novo, mas se perder, o peso da derrota vai cair em cima de você lembrou Prass, sonhando levar vantagem sobre Jefferson, caso a decisão vá para pênaltis.

O goleiro quer ganhar um título de primeira divisão pelo Vasco. Ele chegou ao clube no início de 2009, vindo do União de Leiria, de Portugal, visto com certa desconfiança. Seria mais um desconhecido.

Prass põe um fim à maldição da camisa 1, em São Januário, depois de dez goleiros que passarem pelo clube, sem deixar saudades. Gaúcho de Porto Alegre, ele tem nessa decisão a chance de transformar em realidade um sonho: se tornar ídolo no Vasco

As pessoas me param no clube, na rua, pedem autógrafo, mas não me sinto um ídolo. Tenho esse sonho, mas falta muita coisa. Para ser ídolo no Vasco preciso conquistar mais títulos entende ele, que completa 51 jogos como titular..

No clube desde o início do ano passado, Prass disse que o convite veio na hora certa.

Tinha um sonho de jogar num time de ponta. Não foi na Europa, mas foi no Brasil, perto da família. Estou realizando esse sonho - afirma o pai dos gêmeos Caio e Helena.

Fernando Prass foi revelado no Grêmio e jogou na Francana, Coritiba e Vila Nova-GO e União de Leiria, de 2005 a 2008. Titular no título da Série B, em 2009, ele ganhou estatus no clube. Ao contrário de Everton, Tadic, Cássio, Erivélton, Fabiano Borges, Silvio Luiz, Elinton, Roberto, Rafael e Tiago, atual reserva.

Em boas mãos ele está. Seu treinador é Carlos Germano, último camisa 1 a fazer história no Vasco. Depois dele, vieram Hélton e Fábio, que até marcaram época, mas não foram ídolos como sonha Prass.

Durante o tempo em que estou no Vasco deu para perceber o quanto o Carlos Germano é ídolo admite o goleiro, sonhando chegar ao estatus do atual professor.