Corrida de São Sebastião teve recorde de inscrição

Jornal do Brasil

RIO - Apesar de ser uma das mais tradicionais corridas de rua do Rio de Janeiro, a São Sebastião, apoiada pelo JB, teve um ano de novidades. Com número recorde de mais de 8 mil inscritos e várias inovações, o evento provou que, apesar de estar na agenda dos cariocas desde 1983, ainda não saiu de moda.

Para manter a boa forma de seus atletas, a São Sebastião introduziu algumas novidades em sua edição mais recente. Uma delas foi um percurso mais tranquilo para os amadores, que tiveram a opção de correr apenas 5 quilômetros - em vez dos 10 habituais.

São Sebastião também decidiu dar uma colher-de-chá para os atletas não sofrerem tanto com o calor. Foram mais de 80 mil copos de água, além de três estações com chuveiros e quatro postos d'água distribuídos pelo percurso.

Outra novidade para quem participou da prova no Aterro do Flamengo foi a trilha sonora. Pela primeira vez, uma seleção musical bem brasileira, em homenagem ao Rio, acompanhou os atletas durante toda a corrida.

Embora seja tradicionalmente carioca, o coração da São Sebastião não pertence somente ao Rio. Este ano, por exemplo, os mineiros Giovani dos Santos e Rosângela Faria foram os grandes campeões da prova.

- Agradeço ao padroeiro do Rio de Janeiro por essa benção. Foi uma prova complicada, com atletas de alto nível e o calor também atrapalhou um pouco. Mas graças a São Sebastião eu pude fazer uma boa prova. Dedico esse primeiro lugar ao povo de Natércia, minha cidade natal - comemorou o mineiro Giovani, que recebeu um troféu e um cheque de 4 mil reais pelo primeiro lugar dos 10 km.

- Eu adoro correr aqui no Rio. É a terceira vez que participo da São Sebastião - declarou a vencedora Rosângela. - O objetivo era ficar entre as cinco primeiras, mas São Sebastião me ajudou e consegui ficar com o título.

Os pódios também não foram 100% brasileiros. Enquanto nos 10 Km masculinos o segundo lugar foi para o queniano Kipkemei Mutai, na prova feminina foi a boliviana Vianca Pereira quem levou a prata. O que não é nenhuma surpresa levando-se em consideração que a prova engloba sete nacionalidades diferentes.

- Foi muito bom competir aqui no Rio! O povo carioca me recebeu muito bem e pretendo voltar. Quem sabe da próxima vez não consigo ser campeão? - disse Kipkemei.

E os amadores não saíram de mãos abanando. Além dos vencedores dos 10 e 5 Km, também foram premiados os três primeiros colocados em cada categoria por faixa etária - e os melhores entre os portadores de necessidades especiais.