Flavio Briatore ganha direito de voltar à Fórmula 1

Jornal do Brasil

RIO - Pouco mais de três meses após ter sido banido da Fórmula 1, Flavio Briatore pode voltar à principal categoria do automobilismo mundial. Nesta terça-feira, dia 5, o Tribunal de Grandes Instâncias de Paris anulou a punição imposta pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ao ex-chefe da Renault, por conta do seu envolvimento no escândalo do GP de Cingapura, em 2008, quando o piloto Nelsinho Piquet provocou um acidente para ajudar o companheiro de equipe Fernando Alonso.

O tribunal considerou irregular a decisão da FIA, tomada no dia 21 de setembro do ano passado. Briatore apresentou seu recurso em outubro, afirmando que não teve direito a uma defesa livre e justa no julgamento da entidade. Na época, o dirigente italiano disse que seu banimento do esporte foi fruto de uma vingança pessoal do então presidente da FIA, Max Mosley.

Além do direito de voltar à Fórmula 1, Flavio Briatore receberá uma indenização de 15 mil euros (cerca de R$ 37 mil), embora tenha pedido pouco mais de 1 milhão de euros (cerca de R$ 2,5 milhões) por danos morais. O departamento jurídico da FIA informou que irá recorrer da decisão da Justiça francesa.

No mesmo dia em que Briatore saiu vitorioso do tribunal, a Renault anunciou seu novo chefe de equipe para a temporada 2010: o francês Eric Boullier, de 36 anos, que não tem nenhuma experiência na Fórmula 1. Ele assume a vaga que havia sido ocupada interinamente por Bob Bell no ano passado, depois do afastamento de Briatore. Bell será o responsável pelo desenvolvimento do novo carro da escuderia francesa.

Relembre o caso

Flavio Briatore foi banido pela FIA depois que o piloto brasileiro Nelsinho Piquet, demitido da Renault, acusou seu ex-chefe de ter mandado bater no muro no GP de Cingapura de 2008 para forçar a entrada do safety car e beneficiar Fernando Alonso, seu então companheiro de equipe, que venceu a prova. Outro envolvido no escândalo, o engenheiro da equipe Pat Symonds, foi suspenso por cinco anos. Já a Renault recebeu apenas uma pena condicional.