Presidente da Ferrai diz que "verdadeiro" Schumacher não voltará a F1

Agência ANSA

PARIS, FRANÇA - O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirmou que existem dois Michael Schumacher e que o verdadeiro não voltará a correr pela Fórmula 1, ao comentar a possível negociação entre o heptacampeão mundial e a Mercedes GP.

- Precisa admitir que Michael Schumacher tem um perfeito irmão gêmeo: mesma idade, mesma condição física aos 41 anos, mesma paixão e determinação pela F1 - disse Montezemolo, em entrevista ao jornal francês L'Equipe.

- Mas ele (o irmão gêmeo) decidiu guiar uma Mercedes. O verdadeiro 'Schumi' havia me dito que encerrou sua carreira na Fórmula 1 - ressaltou o presidente da Ferrari, que contou também estar "desiludido", como líder da escuderia italiana, pelo provável contrato.

Montezemolo, no entanto, explicou que este sentimento é válido apenas no âmbito profissional, já que, nas relações pessoais, ele e o heptacampeão mundial serão "sempre amigos".

- O Michael de verdade deixou de correr com nós e não terá o mesmo espírito com a Mercedes. A relação é de amizade e, se ele quiser deixar de ser nosso assessor, não colocarei nenhum empecilho. Mas depois já não poderá voltar à marca - ameaçou o líder da escuderia italiana, na qual o ex-piloto exerce atualmente o cargo de assessor.

Schumacher foi procurado nesta temporada pela Ferrari para substituir o piloto brasileiro Felipe Massa, que sofreu um acidente durante o treino classificatório para o Grande Prêmio da Hungria, em julho.

O alemão não pode assumir o posto devido a uma lesão no pescoço, causada por um acidente de moto.

- (Schumacher) Tinha muita vontade de substituir Massa. Na manhã que me disse que não poderia fazer isto, estava destruído. E agora temos muitos fãs bravos que deixam mensagens na internet com Michael. Chamam-no de traidor - contou Montezemolo.

Segundo o presidente da Ferrari, "quanto Michael saiu das pistas em 2006, fez isto porque estava cansado de competir".

- Estava farto das viagens, da imprensa, da pressão. Agora quer voltar. O que me disseram ontem é que há uma grande, muito grande, possibilidade dele correr pela Mercedes, mas que ainda não está 100% decidido - pontuou.

A imprensa destaca que o piloto, fora das pistas desde 2006, quando encerrou sua carreira, na Ferrari, está acertando um contrato com a Mercedes GP, antiga Brawn GP, vencedora da temporada passada. Caso seja firmado, o alemão deve ter como companheiro de equipe Nico Rosberg.