Saldanha ganha estátua

Rafael Gonzalez, Jornal do Brasil

RIO - Muitos amigos estiveram presentes. Não só parentes próximos, mas também o governador Sérgio Cabral e o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A homenagem em forma de estátua erguida na calçada da fama do Maracanã está à altura dos grandes feitos de João Saldanha, ícone do jornalismo e do futebol brasileiro. À altura, literalmente, já que o escultor e cartunista Ique a projetou em tamanho real. O preito ao ex-técnico da Seleção Brasileira se completa ainda com o lançamento do livro João Saldanha, uma vida em jogo , de André Iki Siqueira, e do documentário João , que será lançado em breve. As feições e a posição da estátua foram trabalhadas a partir de uma charge de Ique publicada neste JB no dia seguinte à morte de Saldanha, em 12 de julho de 1990. O escultor ainda criou 10 estatuetas em miniatura. Uma delas foi entregue ao presidente Lula no momento da inauguração.

Como jornalista, João cobriu a segunda Guerra Mundial e a Grande Marcha de Mao Tsé-Tung. Foi também jogador de futebol, defendendo o Botafogo, clube do coração. Como técnico, dirigiu o alvinegro e sagrou-se campeão carioca em 1957. Doze anos depois, chegou ao posto de treinador da Seleção à convite do presidente da CBD (atual CBF), João Havelange. Deixou o cargo às vésperas da Copa de 70 devido a um desentendimento com o então presidente da República, general Médici. Ao ver a escalação do time ser questionada pelo chefe de Estado, Saldanha soltou uma frase que lhe custou o cargo, mas o consagrou como personalidade. Eu também tenho algumas sugestões a dar nas escolhas do Presidente para o Ministério .