No Engenhão, alvinegro enfrenta São Paulo na luta contra a degola

Da Redação, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Para os torcedores, a partida de hoje vale muito mais do que manter a equipe fora da zona de rebaixamento, ou ajudar o Flamengo a terminar com o jejum de títulos nacionais no futebol carioca. Nos últimos anos, o São Paulo vem deixando marcas irreparáveis nas campanhas alvinegras, e um sucesso hoje às 17h diante dos paulistas, no Engenhão, pode ajudar a exorcizar dois fantasmas de uma só vez.

Além das 10 partidas sem ganhar do adversário em Brasileiros, nos últimos anos o tricolor vem sendo uma pedra no sapato alvinegro. Em 2007, Lucio Flavio, Juninho e o hoje machucado André Lima faziam parte de um elenco que era vice-líder do torneio na 18º rodada da competição nacional.

Uma derrota por 2 a 0, no Maracanã, para o time de Rogério Ceni fez a campanha desandar. Resultado: uma queda vertiginosa e o encerramento em nono lugar, longe da disputa pela vaga na Libertadores. No fim do ano, o mais duro dos golpes. Dois jogadores deixaram a equipe e seguiram para o tricolor: o lateral-direito Joílson e o zagueiro Juninho.

Em 2008, derrota no Engenhão por 2 a 1 e fim do sonho de disputar uma vaga na Libertadores. No fim do ano, outra saída. O zagueiro Renato Silva, após ser flagrado no doping, recebeu nova chance no Botafogo, mas não hesitou em trocar General Severiano pelo Morumbi.

Nesta temporada, outra derrota no Morumbi contribuiu para a equipe permanecer rondando a zona de rebaixamento. Para acabar de vez com essa espécie de maldição contra os tricolores paulistas, os alvinegros têm importantes aliados.

O primeiro é o número de cartões amarelos. André Dias e Hugo estão fora, suspensos. Depois: o auxílio do STJD, que suspendeu mais três jogadores adversários Borges, Dagoberto e Jean.

Um outro artifício utilizado pelo treinador alvinegro foi esconder a escalação. Sem muitas opções no elenco, uma das formações ensaiadas foi a entrada de Gabriel na vaga de Fahel. Com isso, o improvisado Diego passaria a atuar na defesa, formando um trio de defensores com Juninho e Welington.

Testei algumas formações para dificultar o São Paulo. Mas não tem mistério não brincou Estevam, deixando escapar que provavelmente deve repetir a escalação da derrota por 3 a 0 para o Barueri.

Com 41 pontos, apenas dois a frente do Fluminense, a equipe sabe que não pode errar. Com uma reação avassaladora, os tricolores têm uma missão menos complicada encaram o já rebaixado Sport.

Com dois jogadores formados na Gávea, Victor Simões e Reinaldo, o primeiro iniciando do banco de reservas e o outro jogando no sacrifício, além de Jônatas, capitão do último título nacional rubro-negro (Copa do Brasil-2006), os torcedores rivais têm motivos de sobra para acreditar na vitória alvinegra.

Precisaremos ser aguerridos. Não podemos mais vacilar concluiu Reinaldo.