Bota reclama da arbitragem tanto na Sul-Americana quanto no Brasileiro

Jornal do Brasil

RIO - Time do chororô . Foi assim que passou a ser conhecido o Botafogo, após a revolta do time contra a polêmica arbitragem da final da Taça Guanabara de 2008. Considerando-se injustiçado em outras oportunidades desde então, qualquer reclamação alvinegra passou a ser tratada como chacota embora em determinadas situações o clube tenha razão. Na última quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, a equipe voltou a sofrer com os erros de arbitragem. Na derrota por 2 a 1 para o Cerro Porteño, o zagueiro Emerson foi expulso injustamente. A inferioridade numérica resultou em uma pressão que por pouco não influiu no resultado e ampliou a desvantagem alvinegra para o jogo de volta.

Quase passei mal de tão irritado que fiquei afirmou o vice de futebol André Silva.

O desejo de entrar com uma representação contra o árbitro da partida deve ser demovido. O presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, é paraguaio e não convém ao clube criar uma desavença a menos de um mês de disputar uma vaga nas semifinais da competição.

Foi uma arbitragem tendenciosa. Contra o Goiás (adversário do Cerro na fase anterior) aconteceu do mesmo jeito disparou o treinador ao microfone da Rádio Globo, após o jogo.

Polêmicas no Brasileiro

De volta ao cenário nacional, o panorama não é diferente. Em 17º lugar no Brasileiro, os erros afetam mais ainda. No empate em 2 a 2 entre Náutico e Botafogo, o volante Johnny acertou uma cotovelada em Lucio Flavio. O sangue jorrou no rosto do meia alvinegro e o árbitro José Henrique de Carvalho nem falta marcou. Os alvinegros entendem que o lance, aos 23 minutos da etapa inicial, mudaria os rumos da partida. Na mesmo jogo, o árbitro invalidou gol legítimo do meio-campo Fahel.

Agosto foi um mês trágico para o alvinegro. No dia 8, os alvinegros, ainda sob o comando de Ney Franco, assistiram ao atacante paranaense Patrick, em impedimento, marcar o gol que decretou a derrota alvinegra. Ao fim da partida, o treinador, desgastado pelos resultados ruins, foi demitido.

Quinze dias depois, a equipe voltou a sofrer. No clássico de alvinegros, a equipe chegou ao Pacaembu para enfrentar o Corinthians. O Glorioso foi beneficiada no gol de mão de André Lima. Mas, em seguida, o árbitro Arilson Bispo da Anunciação marcou falta inexistente, que originou no gol de empate dos paulistas e um pênalti inexistente de Thiaguinho em Jorge Henrique.

Na coletiva após a partida, o vice de futebol André Silva reclamou publicamente da arbitragem e fez um apelo à comissão de arbitragem. O árbitro pegou a famosa geladeira, mas já voltou aos gramados.

No entanto, o erro mais marcante foi na partida que terminou com empate por 3 a 3 entre Grêmio, no Engenhão. O lateral-direito Mário Fernandes foi à linha de fundo, ultrapassou a mesma e com a perna fora campo cruzou para Jonas marcar o gol de empate. A partida estava 2 a 1. Em seguida, o Botafogo teve pênalti a seu favor não marcado pelo árbitro André Luiz de Freitas Castro.

Sem os polêmicos lances, o Botafogo, em tese, teria sete pontos a mais na tabela. Não estaria livre do fantasma do descenso, mas ao menos não integraria a zona de rebaixamento. São pontos lamentado pelo presidente Maurício Assumpção, que corre o risco de queda em seu primeiro ano de mandato.

Não começamos bem. Mas fomos prejudicados pela arbitragem. Isso influi nos pontos, na colocação e na motivação. Mas vão dizer que é chororô afirmou Maurício.