Maldição brasileira atacou Barrichello novamente, diz Brawn

Portal Terra

SÃO PAULO - Ross Brawn vibrou muito com o título de Jenson Button e de sua equipe, a Brawn GP, no Mundial de Construtores da Fórmula 1. O fim de semana só não foi perfeito para o ex-engenheiro e hoje dirigente porque Rubens Barrichello, pole no GP do Brasil, sofreu com seu carro e terminou a corrida em 8º. Para o chefe, a "maldição brasileira" que atinge o piloto nas provas em Interlagos voltou a atacá-lo.

Principal esperança da torcida brasileira pelo fim do jejum de títulos na F1, que já dura 18 anos, Barrichello cravou a terceira pole na carreira no circuito paulista, mas voltou a fracassar na tentativa de vencer pela primeira vez em casa, em sua 17ª participação no GP do Brasil, e terminou a disputa na oitava posição - desta forma, ele não teve como impedir que Button assegurasse o título mundial antecipado.

- Fiquei triste pelo Rubens. Achei que ele tinha uma grande chance (de vencer o GP do Brasil pela primeira vez), mas o segundo jogo de pneus não rendeu bem e um deles estava furado. A maldição brasileira o atacou novamente - disse Ross Brawn, em entrevista à Autosport. No GP do Brasil, o melhor resultado de Barrichello até hoje foi um terceiro lugar em 2004, pela Ferrari.

O fato dos seus dois pilotos brigarem pelo título da temporada até a penúltima corrida - o alemão Sebastian Vettel, da Red Bull, também estava na disputa - foi comemorado por Ross Brawn. - Eles (Button e Barrichello) mostraram um espírito maravilhoso (de competição) e eu acho que isso é excepcional para a F1 - declarou.

- Vejo que eles têm um respeito genuíno um pelo outro, e eu digo genuíno porque não é superficial. Ambos travaram uma dura batalha e sempre deixaram as coisas claras, sobre a mesa - completou Ross Brawn.