"Maduro", Barrichello despista sobre Williams e aposentadoria

Portal Terra

SÃO PAULO - Aos 37 anos de idade, Rubens Barrichello acredita que atravessa o melhor momento da carreira, mesmo após dar adeus às chances de título mundial no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no último domingo. Superadas as críticas que o acompanharam durante toda a carreira e com o talento reconhecido no ano de estreia da campeã Brawn GP, o piloto tem seu nome envolvido em uma possível transferência para a Williams na próxima temporada, situação bem diferente à que viveu no ano passado, com a saída da Honda da categoria.

No entanto, antes da última etapa do campeonato, em Abu Dhabi, o brasileiro despista sobre seu futuro na categoria e prefere não adiantar o seu destino em 2010, afirmando apenas que busca um contrato pelas duas próximas temporadas. Bem mais tranquilo que no ano passado, Barrichello acredita que encontrou a fórmula para o bom humor, mesmo nos momentos decisivos.

"Eu sempre tive um medo enorme de pensar antes de falar para ver o que o brasileiro ia achar. Para mim, sempre foi importante a opinião do povo brasileiro. Hoje, talvez pela idade, por ter relizado muita coisa, consigo ser muito mais eu", afirmou o piloto, em entrevista ao Sportv, onde lembrou dos momentos de indecisão que o perturbaram no final de 2009, quando manifestou o desejo de continuar na Fórmula 1, mas ainda não tinha a confirmação da Brawn GP, sucessora da Honda.

"O ano passado rolava aquela história de não querer parar. Eu não sabia se daria certo ou não, mesmo apesar do pensamento positivo e da vontade de continuar", disse Barrichello, que manteve o mesmo discurso neste ano ao afirmar que ainda não tem planos de aposentadoria. "Tenho muita vontade de continuar. Nunca me passou pela cabeça parar e isso só ocorreria se um dia eu sentir que alguma coisa está faltando: se não estiver mais rápido ou a condição física, mental, ou mesmo a vontade de ficar em casa", disse.

Ao se dizer um "apaixonado pela velocidade e pelo automobilismo", Barrichello lembrou da ansiedade que atravessou no ano passado, que pôde sentir até mesmo no trânsito de São Paulo. "Depois de dois meses parado, vi que estava um pouco mais rápido que o normal", brincou, antes de deixar no ar a possibilidade de passar pela nacional Stock Car ou outras categorias antes mesmo de confirmar a aposentadoria. "Sempre falei que gosto muito da Stock Car, mas não sei se quando parar vou direto para lá", afirmou, se referindo a pequenas férias com a família antes de iniciar em uma outra disputa.