Desfecho do caso Jônatas adiado

Jornal do Brasil

RIO - O inevitável chavão há coisas que só acontecem com o Botafogo volta a se fazer presente. A reunião marcada para esta quinta-feira foi protelada para a próxima segunda-feira. Segundo o departamento de futebol, a decisão ocorreu para evitar maiores danos ao desempenho do time na partida contra o vice-líder Goiás, domingo. Com isso, os cargos de André Silva, vice de futebol, Anderson Barros, gerente de futebol, e do treinador Estevam Soares ganham mais quatro dias de sobrevida.

Não queremos atrapalhar o time resumiu o vice de finanças Claudio Good.

A verdade é que Maurício Assumpção e André Silva seguiram viagem com a delegação e por esse motivo a reunião foi adiada. Outro fator que contou foi a ausência de consenso para atribuir punições e trocas de comando. O rebelde Jônatas, protagonista da confusão no intervalo da partida contra o Vitória, ao lado do supervisor Marcio Touson, deve continuar no elenco. Na versão oficial do clube, não houve agressão entre ambos.

Com a proximidade da Série B, membros da diretoria não veem com bons olhos a possibilidade de perder um dos jogadores mais talentosos do elenco. O mesmo serve para o gerente de futebol Anderson Barros e para André Silva, responsáveis pelas contratações. A troca de comando não adiantaria, já que a inscrição de novos jogadores já está encerrada. No entanto, a saída dos dois no fim do ano é dada como certa.

Nesta quinta-feira, o conselho deliberativo votou pela saída de André Silva. No entanto, a decisão cabe ao presidente Maurício Assumpção, que, pressionado, pode ser inclinado a destituir um de seus vice-presidentes mais queridos. A amizade entre os dois é a esperança de André.

O mais ameaçado continua sendo Estevam Soares. Sem conseguir vencer no Brasileiro, o treinador gera descontentamentos pelas escalações e, principalmente, substituições. Mesmo a vitória diante do Goiás não garante o treinador.

Um fator a favor é a pouca opção de treinadores no mercado. Nomes disponíveis como Renato Gaúcho não agradam à diretoria, talvez ainda magoada com o churrasco após a primeira partida da final de 1992. Já Waldemar Lemos, apoiado por algumas vozes dentro do clube, não é unanimidade.

O nome mais cotado, caso o Botafogo demita o segundo técnico no campeonato, é Paulo Cesar Carpegiani, que deixou o Vitória em agosto e está sem clube. O problema é o salário.

Delegação chega a Goiânia

Após garantir classificação às quartas de final da Copa Sul-Americana, os jogadores voltam as atenções para o Brasileiro. Com a derrota do Náutico, primeiro time fora da zona de rebaixamento, um insucesso do Santo André, aliado a vitória do Botafogo, pode tirar a equipe do 18º lugar e da zona de rebaixamento.

O retrospecto contra os goianos não é nada favorável. No primeiro turno, uma goleada por 4 a 1 para o Goiás, que mais tarde acarretaria a saída de Ney Franco. Com um dos melhores time do campeonato pela frente é melhor Estevam Soares vencer e convencer, do contrário a nova chance de alavancar a carreira vai por água abaixo.