Classificação pode dar dose extra de movitação

Jornal do Brasil

RIO - O astral no Fluminense já esteve pior. A situação do time no Brasileiro continua assustadora, mas a vitória contra o Avaí, no domingo, deu um sopro de esperança aos tricolores. Hoje, contra o Alianza Atlético, do Peru, às 21h45, no Maracanã, o time tem a oportunidade de ganhar ainda mais moral para o clássico de domingo, contra o Flamengo. Para isso, precisa empatar em 0 a 0 ou 1 a 1 pela Copa Sul-Americana. O primeiro jogo, em Piura, terminou 2 a 2.

Uma vitória ameniza muita coisa, mas não pode encobrir as falhas que tivemos. Dá um astral melhor, dá moral, e vamos fazer de tudo para vencer o Alianza, passar para a terceira fase e pegar mais confiança disse o técnico Cuca.

As filas para compra de ingresso do clássico de domingo estiveram enormes durante todo o dia de ontem: 16.109 entradas já foram vendidas. Mesmo assim, por ora, Cuca pensa apenas no Alianza.

Temos que trabalhar para o jogo contra o Alianza. Não pode ser diferente. Até porque há jogadores que não estão inscritos e não fazem parte deste jogo. A ênfase é para esta partida diz o treinador.

Fábio Santos opera novamente

O atacante Kieza também crê que a vitória na Sul-Americana vai dar motivação aos jogadores.

Uma vitória nos dará não só a vaga, mas como também moral para o clássico contra o Flamengo, jogo muito importante na briga para sair do rebaixamento disse ao site oficial do clube.

Hoje, o volante Fábio Santos será submetido a uma artroscopia no joelho direito pela manhã, no Hospital Pasteur, no Méier. O procedimento médico será realizado exatamente uma semana depois de o jogador ter o contrato rescindido de maneira unilateral pela diretoria do Fluminense. Sem digerir o episódio, dá a entender que a necessidade de nova operação denota falha do departamento médico tricolor.

Na verdade, fui pego para Cristo em razão da má fase da equipe. A diretoria alegou para a imprensa que fiz corpo mole para não enfrentar o Grêmio, em Porto Alegre desabafou o jogador, que procurou os maiores especialistas em medicina esportiva do país para poder identificar a causa da dor que o impediu de jogar nos últimos 36 dias.

Os doutores Joaquim Grava, José Luiz Runco e Michel Simoni discutiram meu problema e chegaram à conclusão de que devo passar por nova cirurgia. Amanhã, serei operado pelo médico da Seleção Brasileira, o Runco. Acredito que isso seja suficiente para acabar de vez com suspeitas de que fiz corpo mole para não jogar.