Botafogo: 13, sorte ou azar?

Fúlvio Mello, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Num clube repleto de superstição, o cabalístico número 13 volta à tona. Para alguns, ajuda a explicar o porquê de o Botafogo estar na antepenúltima colocação do Brasileiro. Para os céticos, não passa de matemática e simbologia. Se os números não fazem gols e a mandinga não evita derrotas, o certo é que coincidências envolvendo o alvinegro este ano não são poucas e só são esquecidas pelo menos, tenta-se quando o time entra em campo, como neste domingo, às 18h30, contra o Vitória, pela 26ª rodada o dobro de 13, o número de rodadas que faltam para o fim do torneio.

Não tenho nenhum problema. Meu nome, Estevam Soares, tem 13 letras brincou o treinador, morador do 13º terceiro andar em um flat da Zona Sul.

Símbolo de aversão nas mais diversas culturas os americanos, por exemplo, não adotam o 13º andar a dupla de algarismos perturba o time na tabela. Das 25 partidas no Brasileiro, 13 terminaram empatadas.

Desde o fim do Estadual, a diretoria trouxe vários jogadores, o último Jobson, apresentado na última sexta-feira e candidato a substituto de André Lima, suspenso, e Reinaldo, machucado. Não por acaso o jogador é o 13º reforço da equipe para o Nacional. Concorrendo com Jobson, aparecem Ricardinho e Laio. Uma vaga no ataque é certa. Victor Simões, que tem por hábito dar cambalhotas para conter ansiedade, e barrado nas últimas três partidas, é presença garantida.

O 13, no tarô, é a carta que significa morte. Coincidência ou não, o zagueiro Teco, inscrito com a camisa 13 na Copa Sul-Americana, sofreu com o falecimento do pai, fraturou o tornozelo e, depois, sofreu com diversas lesões. Mas, segundo especialistas, na prática a carta representa transição e mudança, tudo o que a torcida alvinegra não quer: a troca de divisão no futebol.

Para outros, o número traz sorte Um dos símbolos do Botafogo e desportista mais ligado ao número, Mario Jorge Lobo Zagallo nunca escondeu a adoração pelo conjunto dos algarismos. Data de Santo Antonio, seu padroeiro, o campeão do mundo também fez fama pelo gosto pelo 13. Ele associou o número a a frases que, somadas as letras, resultavam no número cabalístico Argentina vice , por exemplo.

Sempre me acompanhou e trouxe muita sorte disse Zagallo, único tetracampeão mundial.

Presente

O presidente Maurício Assumpção, que completa 47 anos neste domingo, dia de São Cosme e Damião, afirma não ser ligado a nenhum tipo de superstição. O único doce que o presidente deseja ganhar é o do sabor da vitória, distante do Engenhão no Brasileiros desde o mês de agosto, quando o time venceu o Barueri.

Faço minhas orações e pronto. Não acredito nisso de número 13 assegurou Maurício, que tem apenas um pedido aos jogadores. O melhor presente é a vitória e deixar logo essa zona de rebaixamento.