Entenda como são testados e aprovados os capacetes da F1

Portal Terra

DA REDAÇÃO - No acidente sofrido por Felipe Massa nos treinos para o GP da Hungria, no último sábado, uma peça da Brawn de Rubens Barrichello acertou a cabeça do piloto. Não há confirmação sobre a extensão dos ferimentos sofridos, porém o que se sabe é que a lesão só não foi mais séria porque o capacete Schuberth RF1.7 freou o impacto da peça.

Os capacetes usados na Fórmula 1, formados por 17 camadas de fibra de carbono, precisam passar por uma rigorosa bateria de testes para serem aprovados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Um dos mais importantes é o "teste de impacto linear", em que um objeto é arremessado a uma intensidade de 225 Joules ao capacete - o equivalente ao impacto de um objeto arremessado a uma velocidade de 34,2 km/h sobre uma cabeça de 5 kg - peso médio da cabeça de um homem adulto.

Outro teste é o de penetração, em que um objeto pontiagudo de 3 kg é arremessado de uma altura de 3 metros em direção ao capacete, que não pode ser danificado. Em caso de avaria, o item é vetado. Já o sistema que fixa o capacete à cabeça do piloto também passa por testes, sendo submetido a um peso de 38 kg em que a correia não poderá esticar mais do que 3 mm.

As situações de impacto, porém, não são as únicas a serem testadas. Em uma das provas, o capacete é mantido em uma chama de 800ºC por 45 segundos, e só é aprovado caso a temperatura no interior da peça não passe dos 70ºC.

A viseira - parte do capacete de Massa que sofreu o impacto da peça do carro de Barrichello - também passa por rigorosos testes. Ela é alvejada por pesos lançados a mais de 500 km/h, sendo que os danos não podem ser maiores do que 2,5 mm.

Com o acidente de Massa e a morte do piloto americano Henry Surtees uma semana antes ¿ em prova da Fórmula 2, uma roda se desprendeu de um carro após colisão e acertou a cabeça do corredor -, começa a ser discutida em blogs especializados a exigência do "cockpit bolha", uma proteção que abriga completamente o corredor. Este aparato já é utilizado nas 24h de Le Mans.