Cruzeiro e Estudiantes põem tradição em campo por título histórico

Portal Terra

BELO HORIZONTE - A Copa Libertadores chega ao final de sua 50ª edição com uma decisão à altura da marca histórica. Nesta quarta-feira, o bicampeão Cruzeiro e o tricampeão Estudiantes se enfrentam no Estádio do Mineirão para decidir quem voltará a erguer novamente a taça mais desejada da América do Sul.

No primeiro jogo, em La Plata, empate por 0 a 0 em um duelo dominado pelos argentinos na maior parte do tempo. No Mineirão, todos esperam que a pressão seja cruzeirense, mas o Estudiantes já provou ser traiçoeiro em situações parecidas, como na vitória no tempo normal no Estádio do Beira-Rio em cima do Inter na decisão da Copa Sul-Americana do último ano - o Inter foi campeão na prorrogação.

- Vai vencer quem errar menos, aquele que tiver o controle maior do jogo. Vai ser decidido no sangue frio - avisa o zagueiro Leonardo Silva, que assim como quase todos os jogadores do elenco cruzeirense busca o primeiro título de Libertadores. Apenas o argentino Sorín, reserva, já levantou a taça, em 1996, com o River Plate.

Vinte anos antes, em 1976, o Cruzeiro começava a escrever a sua história na competição. Com nomes como Palhinha e Nelinho, o clube superou justamente o River na decisão. Depois de um vice em 1977, o segundo título veio em 1997, quando Elivélton marcou o gol do título contra o Sporting Cristal. Em caso de vitória nesta quarta, o time se igualará ao São Paulo como maior vencedor brasileiro na competição.

O Estudiantes amarga um maior tempo afastado das glórias da Libertadores. Campeão em 1968, 1969 e 1970, o time ainda foi vice em 1971 no auge do maior ídolo de sua história, Juan Ramon Verón, pai da maior esperança argentina na final desta quarta, Juán Sebastián Verón.