'Trocaria tudo o que ganhei por este título', diz Verón

Portal Terra

BUENOS AIRES - O meio-campista Juan Sebastián Verón jogará sua primeira final de Copa Libertadores na carreira. Com uma trajetória de sucesso no futebol, o argentino voltou ao Estudiantes, time em que foi revelado, para levar a equipe à sua primeira decisão desde 1971, época em que o time era liderado por outro membro da família de Verón: seu pai, Juan Ramón Verón.

Juan Ramón é tricampeão da Libertadores pelo clube argentino, em 1968, 69 e 70. Além disso, foi campeão nacional e teve carreira de sucesso no futebol europeu. No entanto, ele garante que ficaria mais feliz com uma conquista do filho, que inicia nesta quarta a final da competição contra o Cruzeiro, em La Plata. Para o atual camisa 10 do Estudiantes, a conquista também seria marcante. - Trocaria todas as minhas conquistas, tudo o que ganhei na Europa, o que ganhei até agora, por este título - afirmou Verón, ao diário argentino Olé.

O filho não foge à regra. Também quer fazer história com a camisa do Estudiantes. História que começou ainda em 1994, quando ele tinha apenas 19 anos. No seu retorno, em 2006, já conquistou um Campeonato Argentino e foi vice-campeão da Copa Sul-Americana. Agora, é hora de levar o time ao seu voo mais alto neste ciclo. - Esse era meu sonho e de todos os torcedores do Estudiantes que não viveram a década de 60. É o que sempre busquei: jogar uma final de Libertadores como fez meu pai - afirmou Verón, o filho.

O pai do craque está orgulhoso do sucesso do time, que revive os ótimos tempos da década de 60. Para Juan Ramón Verón, uma comparação entre as duas equipes não é fácil, mas ele garante que o atual time, treinado por Alejandro Sabella, tem tudo para alcançar títulos internacionais. - Faz um tempo que eles (jogadores) vêm fazendo as coisas bem. Não deu na Sul-Americana (o time perdeu a final para o Inter), mas já chegaram a outra final, o que não é nada fácil - argumentou Juan Ramón. - É difícil comparar com o time em que eu jogava. Mas a certeza é que uma coisa há de parecido: é uma equipe muito difícil de se enfrentar, para qualquer rival, em qualquer campo. Além disso, muitos jogadores são identificados com o clube e isso fortalece o plantel - concluiu o ex-craque.