Chefe da F1 Ecclestone se desculpa por comentário sobre Hitler

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LONDRES, INGLATERRA - O chefe comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, pediu desculpas duas vezes nesta terça-feira por ter elogiado a habilidade de Adolf Hitler de "fazer as coisas", comentários que levaram um grupo judaico alemão a pedir um boicote à principal categoria do automobilismo mundial.

Ecclestone, de 78 anos, fez essa declaração em uma entrevista publicada pelo jornal The Times,/i> no último sábado. Ele usou um artigo no mesmo jornal para fazer um pedido de desculpas e mais tarde emitiu um comunicado para tentar acalmar o furor causado pelas afirmações antes do Grande Prêmio da Alemanha, nesse fim de semana.

- Eu me desculpo sem reservas pelas afirmações que fiz sobre Hitler em uma recente entrevista. Estou profundamente angustiado e envergonhado que essas declarações tenham sido usadas sugerindo que eu defendesse Hitler ou Saddam Hussein - disse Ecclestone em comunicado. - Eu nunca defenderia esse tipo de pessoa...Eu não deveria ter sido tão tolo como fui ao entrar num debate sobre essas pessoas, mas a culpa foi inteiramente minha, e eu me arrependo muito.

Ecclestone também se referiu ao ditador iraquiano Saddam em sua entrevista, dizendo: "Fizemos uma coisa terrível quando defendemos a ideia de derrubar Saddam Hussein. Ele era a única pessoa capaz de controlar aquele país."

No artigo dessa terça-feira no Times, Ecclestone retificou suas declarações sobre Hitler, em uma tentativa de esclarecer o que aconteceu.

- Durante os anos 1930, a Alemanha enfrentava uma crise econômica, mas Hitler foi capaz de reconstruir a economia, construindo a indústria alemã. Isso era o que quis me referir quando disse que ele sabia fazer as coisas. Sou um admirador de boas lideranças, de políticos que mantêm suas convicções e dizem a verdade ao povo. Não sou um admirador de ditadores, que governam pelo terror - disse ele.