"Não chego querendo dar uma de professor", diz Dunga

Portal Terra

JOHANNESBURGO - "Não chego querendo dar uma de professor", diz Dunga

Questionado. O técnico Dunga nunca deixou de ser questionado. Assumiu pela primeira vez o cargo direto na Seleção Brasileira, equipe mais famosa do mundo. Três anos de questionamento, com altos e baixos. Hoje está em alta. Às 15h30 (de Brasília) deste domingo pode conquistar seu segundo título no cargo.

O Brasil enfrenta os Estados Unidos no Estádio Ellis Park, em Johannesburgo, na final da Copa das Confederações. De quebra, é líder das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2010. Já são sete vitórias seguidas, incluindo as duas competições.

O estilo Dunga deu certo? -Acho que é o que tenho repetido sempre. Falo a verdade, falo aquilo que tem que ser ouvido. Não chego querendo dar uma de professor, porque eu não sou. Os jogadores entenderam a minha filosofia, o que eu faço, eu falo- explica Dunga.

-Eu decido quem joga e quem não joga. Em algum momento algum jogador tem que se sacrificar pelo grupo, alguns vão saber... Enquanto abro espaço para a individualidade de outros. Eles entenderam essa filosofia- completou.

O ponto alto da equipe de Dunga na competição até agora nesta Copa das Confederações foi o massacre por 3 a 0 sobre a Itália, atual campeã mundial. O treinador preferiu o tempo todo destacar o trabalho feito, sem citar nomes.

"Vou ressaltar mais uma vez o comprometimento desses jogadores com a Seleção Brasileira, a forma como eles têm se empenhado nesse momento, a postura que todos cobravam e eles estão demonstrando. Há uma disputa saudável, cada um buscando a sua oportunidade", declarou.

Dunga passou momentos difíceis também no cargo. O auge foi a eliminação na semifinal da Olimpíada de Pequim 2008 para a Argentina. Nem a medalha de bronze fez diminuir as críticas ao treinador. Mas ele resistiu. E agora se dá ao luxo de, sempre com os pés no chão, falar sobre a Copa do Mundo de 2010.

-Todo o trabalho tem demonstrado que estamos criando um grupo forte depois de três anos de trabalho. Os jogadores estão comprometidos com o sonho de participar de mais uma Copa do Mundo.