Melhor do torneio, Kaká comemora 1º título como jogador do Real

Allen Chahad, Portal Terra

JOHANESBURGO, ÁFRICA DO SUL - Eleito pela Fifa o melhor jogador da final e de toda a Copa das Confederações, Kaká não escondeu a euforia com o título conquistado pela Seleção Brasileira na decisão contra os Estados Unidos, neste domingo, em Johannesburgo. Diante de todo o assédio que o cercou nos últimos dias, após o anúncio de sua milionária transferência para o Real Madrid, o meia acredita que iniciou bem a sua trajetória no time espanhol.

Na entrevista concedida após a conquista da Copa das Confederações, a terceira do Brasil, o ex-astro do Milan evitou falar sobre o Real Madrid, mas acredita que deu sorte nos primeiros dias como atleta do clube.

- Sobre a minha nova vida, vou começar a falar na terça-feira, quando for oficialmente apresentado. O que posso falar é que comecei bem como jogador do Real Madrid. Foi meu primeiro título e espero que venham muitos outros - afirmou.

Mesmo tendo anotado apenas dois gols em todo o torneio, enquanto seu companheiro Luís Fabiano foi o artilheiro com cinco tentos, dois deles na final, Kaká foi apontado pela Fifa o melhor do torneio e também da decisão com os Estados Unidos. Apesar do prêmio pessoal, o camisa 10 do time de Dunga fez questão de dividir a conquista com todo o elenco verde e amarelo.

- Estou muito feliz por ter sido um dos protagonistas da final e do campeonato. O mais importante, no final, foi vencer em grupo. Tudo isso aconteceu individualmente porque o Brasil foi campeão. Se não fosse, eu não seria o melhor do jogo ou do torneio - disse o meia, que iniciou a jogada do segundo gol brasileiro.

No entanto, pouco antes, Kaká já poderia ter empatado a partida para os sul-americanos em um lance polêmico e que gerou muitas reclamações dos brasileiros. Aos 14min da etapa final, depois de um cruzamento de André Santos da esquerda, o meia cabeceou e viu o americano Howard fazer a defesa após a linha de gol, aumentando a polêmica da ajuda de recursos tecnológicos durante as partidas.

- Eu não sei se alguém viu o lance. Seria mais uma coisa positiva marcar na final, mas a Fifa pode ver direitinho o que se pode fazer para melhorar. Para mim, pessoalmente, seria importante esse gol - disse.

Com a sétima vitória consecutiva da sequência de jogos recentes (Uruguai, Paraguai, Egito, Itália, África do Sul e Estados Unidos - duas vezes), Kaká preferiu adotar a cautela e conter a euforia nos próximos meses, quando tentará confirmar a vaga para a Copa do Mundo de 2010. Para justificar o discurso, o atleta citou a polêmica preparação do último Mundial, realizada em Weggis, e mais uma vez criticou o ambiente da época.

- Temos que classificar primeiro. Depois, temos que evitar toda euforia para nós mesmos. A preparação em Weggis teve muita euforia, o que acaba atrapalhando. Aqui (na África do Sul) foi muito legal. Todas as vezes que temos um período longo juntos, temos sempre bons resultados. Demonstramos na Copa América e agora na Copa das Confederações. Esperamos que seja contido dentro do nosso grupo - finalizou.