Mundial de 2010 deixará grande legado à África do Sul, diz organização

Mark Gleeson, REUTERS

JOHANESBURGO, ÁFRICA DO SUL - A Copa do Mundo de futebol do próximo ano deixará para a África do Sul um legado duradouro em infraestrutura, turismo e instalações de futebol, afirmaram neste sábado os organizadores do evento.

- O torneio entregará ao país benefícios em várias áreas... Também oferecerá uma excelente oportunidade de mercado - assegurou o Comitê Organizador da Copa do Mundo na África do Sul 2010, em comunicado oficial.

Segundo um estudo recente, o torneio deixará 7 bilhões de dólares à economia sulafricana, dos quais 2,4 bilhões de dólares ficarão com o governo por meio de impostos. O torneio vai gerar quase 500 mil postos de trabalho.

- Com a recessão que há hoje no mundo, acreditamos que essa é uma estimativa conservadora - afirmou Gillian Saunders, executiva da Grant Thornton, empresa responsável pelo estudo.

Saunders conversou com a imprensa na véspera da final da Copa das Confederações, que será realizada neste domingo.

A contribuição do governo sulafricano em projetos relacionados à Copa do Mundo será de 3,49 bilhões de dólares.

- Sob o governo do apartheid, os estádios de futebol nas zonas mais pobres ficaram descuidados e houve uma total falta de reconhecimento para o esporte. A celebração da Copa do Mundo deixará um legado duradouro para o futebol - acrescentou.

A maioria das 10 sedes do Mundial de 2010 foram construídas ou renovadas a partir do zero. Mesmo assim, outros estádios, principalmente nas cidades com maioria de população negra, também foram reformados.

Estima-se que cerca de 500 mil turistas cheguem à África do Sul para o torneio com 32 seleções que acontecerá entre os dias 11 de junho e 11 de julho de 2010, afirmou a executiva.

- Haverá enormes benefícios imediatos provenientes das pessoas que chegarão para assistir à Copa do Mundo - sustentou Didi Moyle, executivo-chefe de Turismo na África do Sul.

Moyle afirmou que vários incidentes de crimes ocorridos este mês durante a Copa das Confederações, incluindo o roubo de dinheiro da equipe egípcia nos quartos do hotel da delegação, foi um retrocesso, em um país com um dos mais altos índices de criminalidade do mundo.

- Todo incidente para nós é um problema, uma fonte de grande preocupação. O tema segurança é um fator importantíssimo para o sucesso do torneio - disse ele.