Capitão dos EUA pede menos respeito ao Brasil na final

Celso Paiva, Portal Terra

JOHANNESBURGO - Para o capitão e zagueiro da seleção dos Estados Unidos, Carlos Bocanegra, o time americano deve ter uma postura mais agressiva em relação à que teve na partida da primeira fase da Copa das Confederações, contra o Brasil. Ambas equipes voltam a se enfrentar neste domingo, às 15h30 (de Brasília), pela decisão do torneio entre nações.

- Da primeira vez que jogamos contra o Brasil, estávamos muito intimidados e tivemos muito respeito. Depois daquele jogo (3 a 0), desenvolvemos um grande futebol contra o Egito e depois nos impusemos contra a Espanha. É o que temos que fazer, nos impor contra o Brasil, entrar com muita energia como fizemos contra os espanhóis - disse.

Ainda de acordo com Bocanegra, o fato de o Brasil ter um dia a menos de descanso antes da decisão não vai influenciar em nada - os Estados Unidos jogaram contra a Espanha um dia antes do Brasil eliminar a África do Sul.

- Não faz muita diferença. A Espanha teve um dia de folga a mais que a gente na semifinal e vocês viram o que aconteceu. Os jogadores brasileiros estão acostumados a jogar quarta e domingo - declarou.

A estratégia utilizada pelos americanos para tentar barrar a Seleção Brasileira é a observação. Segundo o treinador Bob Bradley, que afirmou ter estudado os jogos do Brasil, o segredo é impedir as principais estrelas ofensivas da Seleção.

- Assistimos ao Brasil muitas vezes, antes e durante o torneio. A primeira coisa que você pensa quando fala no time brasileiro é a habilidade dos jogadores. Eles criam oportunidades quando se movem rápido. A África do Sul fez um grande trabalho. Os zagueiros se mostraram muito fortes, diminuindo os espaços dos principais jogadores, como Robinho e Kaká.