Fifa rebate críticas sobre estádios vazios na África do Sul

Celso Paiva, Portal Terra

JOHANESBURGO, ÁFRICA DO SUL - Depois de criticar o Comitê Organizador e pedir medidas urgentes pela baixa presença de público nos estádios, a Fifa defendeu nesta quinta-feira os sul-africanos. O porta-voz da entidade, Nicolas Maingot, rebateu as reclamações citando a média das edições anteriores do torneio.

De acordo com Maingot, a média de público após os seis primeiros jogos da competição é de cerca de 33 mil pessoas por partida.

- Eu quero dizer que essa análise tem de ser feita só após o fim da competição, quando teremos a média de público por completo - disse.

- Até o momento, a média é de cerca de 33 mil pessoas. Nas edições anteriores, o público foi mais ou menos nesse patamar, então não temos com o que nos preocupar - completou o porta-voz.

Maingot tem razão ao rebater as críticas com esse argumento. Nas últimas três edições da Copa das Confederações, a média de público girou em torno de 30 a 40 mil espectadores. Na Alemanha em 2005, a média foi de 37.694 pessoas. Dois anos antes na França, o público foi menor do que o da atual edição: 30.731 pessoas.

Na Coreia do Sul e no Japão, em 2001, 34.824 pessoas em média foram aos estádios nos países asiáticos. Até o momento, o recorde de público nas edições da Copa das Confederações foi registrado em 1999, no México, quando o público ultrapassou 60 mil pessoas por partida.

Na entrevista concedida nesta quinta, Maingot falou ainda sobre a distribuição de ingressos a alguns espectadores da África do Sul. De acordo com o porta-voz da Fifa, a entrega é feita em algumas instituições que têm parceria com o comitê organizador do torneio.

- Resolvemos a partir das partidas de ontem distribuir alguns ingressos para pessoas que não têm condição financeira de assistir aos jogos. Mas quero deixar claro que os bilhetes estão sendo entregues a algumas instituições, não nos postos de venda de ingressos.