Banco mineiro é o novo patrocinador da ginasta Jade Barbosa

Raphael Zarko, JB Online

RIO DE JANEIRO - Há 14 dias de completar 18 anos, a ginasta campeã do mundo Jade Barbosa novamente tem motivos para comemorar. Ouro no Pan-americano do Rio em 2007 e da Copa do Mundo de 2008, em Moscou, a atleta brasileira assinou por um ano com o banco BMG. O novo patrocinador vem em boa hora. Depois das Olímpiadas de Pequim, de 2008, quando já sofria com dores no punho, a atleta chegou a vender camisas a R$ 25 pela internet para pagar o tratamento e os remédios da séria fratura que teve no braço.

A atleta vai continuar no Flamengo, onde treina ginástica desde os seis anos de idade e no qual assinou seu primeiro contrato em 2008, pouco depois do ouro no Pan-americano. Do contrato de um ano, Jade recebeu apenas duas parcelas. O novo patrocinador deve usar a imagem da ginasta para eventos e campanhas publicitárias do banco.

Apesar da grave lesão no punho de Jade, que se agravou com os intensos treinamentos para as Olímpiadas, a ginasta já voltou a treinar. Realizando movimentos na trave e em solo com apenas um braço, Jade pretende voltar a competir oficialmente no Campeonato Brasileiro de Ginástica, que será realizado em agosto.

Em janeiro, o Flamengo e a prefeitura de Niterói anunciaram um acordo para um patrocínio de R$ 80 mil ao esporte amador rubro-negro, mas não era o suficiente para arcar com os custos do tratamento médico, que só de medicamentos passava de R$ 600 por mês.

- Agora a Jade está mais feliz. É um alívio, porque ela estava com tantos problemas. Depois da contusão ela não teve patrocínio e nem apoio de mais ninguém. Nem da Confederação Brasileira - diz Elizete Lopes, que é casada com o pai de Jade Barbosa. Elizete conta que além da fratura no punho, Jade teve que tratar de cálculo renal e chegou a receber apoio de uma farmácia, que cedia gratuitamente os remédios para a atleta.

Nos planos de Jade, está a inauguração de um instituto junto com outros atletas brasileiros, como o ex-corredor Robson Caetano, medalhista de bronze nas Olímpiadas de 1988 e 1996, e o iatista Marcelo Ferreira, bicampeão olímpico junto com Torben Grael em 1996 e 2004.