Pimpão empata o jogo com o Corinthians no Maracanã em 1 a 1

Jornal do Brasil

RIO - A trajetória similar entre o Vasco de 2009 e o Corinthians de 2008 mostrou, na noite desta quarta-feira, em campo, que um confronto como esse está longe de distinguir adversários entre séries. Com mais de 70 mil pessoas no Maracanã, o empate em 1 a 1, num jogo aberto, em que os goleiros foram grandes protagonistas, manteve acesa a disputa pela vaga na final da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, no Pacaembu, com vantagem para o time paulista que começa o jogo classificado. A repetição do placar leva a decisão para as cobranças de pênalti e qualquer empate com dois ou mais gols favorece ao Vasco.

Sem Carlos Alberto, o Vasco tinha dificuldades para se aproximar da área do Corinthians, que jogou desfalcado de Ronaldo. Léo Lima sentia falta do companheiro na organização das jogadas do time e, com isso, os ataques se tornaram raros. Com chutes de longa distância, o time tentava levar algum perigo, mas a pontaria não era das melhores. Para piorar, quando conseguia encontrar alguma chance de abrir a defesa, as faltas constantes impediam um perigo maior.

Estabilizado depois de um começo mais insinuante do Vasco, empolgado pela torcida que lotou o Maracanã, o Corinthians conseguiu se ajeitar em campo. Aos poucos, com jogadores mais experientes, o toque de bola passou a envolver a defesa adversária e criar espaços para os atacantes.

Tanto que a primeira boa chance foi do Corinthians. Aos 11 minutos, Dentinho recebeu a bola com espaço dentro da área, mas o chute saiu torto à esquerda do goleiro Fernando Prass, que apenas acompanhou.

Depois disso, o Corinthians ganhou ainda mais confiança e passou a dominar as ações no meio do campo. Souza conseguia segurar a bola na frente para a chegada dos apoiadores. Numa dessas jogadas, Elias arriscou bom chute de fora da área, mas sem perigo.

Aos 26, o goleiro Felipe fez sua única defesa no primeiro tempo, em chute de Paulo Sérgio. Mas no ataque seguinte o Corinthians voltou a ser perigoso. Dentinho perdeu grande chance ao receber a bola na grande área, pela esquerda, mas novamente chutou mal.

No entanto, na jogada seguinte, Dentinho finalmente conseguiu fazer o gol. Jorge Henrique fez boa jogada e deixou o atacante livre para fazer 1 a 0 para o Corinthians, aos 29. Na jogada, Jorge Henrique se machucou e acabou sendo substituído por Morais, que está emprestado pelo Vasco.

Douglas e Elias ainda tiveram boas chances de aumentar a vantagem para o Corinthians, mas na hora de decidir a jogada escolheram a opção errada.

Com o fim do primeiro tempo, o técnico Dorival Júnior tinha a chance de organizar o time, completamente perdido depois que sofreu o gol. Mesmo assim, voltou do intervalo sem mudanças.

O empate poderia ter saído logo aos dois minutos, quando Elton teve excelente oportunidade, mas chutou em cima de Felipe. No contra-ataque, Morais carregou demais a bola, demorou para passar a bola e chutou mal, nas mãos de Fernando.

Com menos de cinco minutos, as mudanças começaram a acontecer. Dorival Júnior colocou Mateus e Enrico nos lugares de Nilton e Jéfferson. A tônica do jogo passou a ser uma pressão desordenada do Vasco com os contra-ataques à disposição do Corinthians.

Douglas, num chute de longa distância, levou perigo ao gol do Vasco. Depois, em contra-ataque organizado por Souza, Elias chutou cruzado e a bola passou raspando a trave direita de Fernando Prass.

Empate

Mas o Vasco não pode reclamar das oportunidades. Elton recebeu passe de cabeça de Pimpão e ficou livre na área com Felipe caído, mas o atacante chutou em cima do goleiro do Corinthians e levou a torcida ao desespero.

O Vasco continuava a toda velocidade em busca do empate. Aos 18, depois de um cruzamento da direita de Paulo Sérgio, o atacante Elton dominou e tocou de calcanhar para Rodrigo Pimpão dividir com o zagueiro William e fazer o gol.

A torcida voltou a se empolgar com o time que demonstrava muita disposição e corria riscos em busca da vitória. O Vasco ficava com a bola no pé e a todo momento ela cruzava a área do Corinthians com perigo, à espera de um pé salvador para empurrá-la para a rede.

O técnico Mano Menezes resolveu fazer mudanças. Tirou o atacante Dentinho para colocar Boquita, muitas vezes utilizado por ele como volante. Depois, trocou Souza, cansado, por Otacílio Neto. O Vasco se soltou ainda mais, pois a preocupação defensiva havia diminuído. Ramon fez boa jogada, aos 26, mas chutou para fora.

Depois de um longo tempo sem perturbar a defesa do Vasco, o Corinthians resolveu atacar. E por pouco não fez o gol. Aos 29, Elias apareceu livre na área, furou na primeira e, na segunda, Fernando Prass fez uma defesa espetacular com o pé esquerdo. Aos 34, foi a vez de Felipe salvar o Corinthians em um cruzamento despretensioso de Paulo Sérgio, que quase surpreendeu o goleiro. A torcida do Vasco terminou o jogo cantando, convicta de que seu time ainda pode, no Pacaembu, conquistar a vaga.

VASCO 1 x 1 CORINTHIANS

VASCO: Fernando Prass; Paulo Sérgio, Vílson, Gian, Ramon; Amaral, Nilton (Mateus), Léo Lima, Jéfferson (Enrico); Rodrigo Pimpão (Edgar) e Elton.

Técnico: Dorival Júnior.

CORINTHIANS: Felipe; Alessandro, Chicão, William, André Santos; Cristian, Elias, Douglas, Jorge Henrique (Morais); Souza (Otacílio Neto) e Dentinho (Boquita).

Técnico: Mano Menezes.

LOCAL: Maracanã.

ÁRBITRO: Heber Roberto Lopes (PR).

GOLS: Dentinho, aos 29 minutos do primeiro tempo. Rodrigo Pimpão, aos 19 do segundo.

CARTÕES AMARELOS: Vílson, Léo Lima e Elias.

PÚBLICO: 68.299 pagantes.

ATUAÇÕES DO VASCO

Fernando Prass: Uma defesa salvadora. Nota 7.

Paulo Sérgio: Arriscou alguns chutes e foi perigoso no ataque. Nota 6.

Vílson: Visivelmente nervoso e afobado. Nota 4.

Gian: Também não passou tranquilidade. Nota 4.

Ramon: Sempre na luta para levar o Vasco ao ataque. Nota 7.

Amaral: Bobeou no lance do gol. Nota 4.

Nilton: Apesar de ganhar divididas, não deu continuidade às jogadas. Nota 5. Mateus entrou e melhorou a marcação. Nota 6.

Léo Lima: Não organizou o time como vinha fazendo. Nota 5.

Jéferson: Apareceu pouco para quem deveria ser o substituto de Carlos Alberto. Nota 4. Entrou Enrico, que segurou mais a bola. Nota 5.

Rodrigo Pimpão: Fez um gol importante. Nota 7. Edgar entrou e nada fez. Nota 5.

Elton: Salvou sua atuação com o belo passe de calcanhar no gol. Nota 6.