Comemoração do Barcelona: Festa, prisões e mortes

Jornal do Brasil

BARCELONA, ESPANHA - Os jogadores do Barcelona foram recepcionados nesta quinta-feira por sua torcida no Nou Camp para comemorar o título da Liga dos Campeões, conquistado na quarta-feira, com uma vitória por 2 a 0 sobre o Manchester United, em Roma, com gols de Eto'o e Messi. A festa dentro do estádio estava longe de refletir o que havia acontecido nas ruas da cidade na noite da conquista.

Em toda a Catalunha, 153 pessoas ficaram feridas, entre elas 85 policiais, e outras 134 foram presas durante pequenos tumultos ocorridos durante a celebração. Após a confusão na praça de Las Ramblas, o que restou foi um cenário de guerra

Em sua maioria, as detenções ocorreram na própria cidade por desordem pública, vandalismo e desacato à autoridade. Fora da cidade, nas regiões de Lleida, Tarragona, Girona, Granollers e Igualada, 15 pessoas foram detidas ao longo dos festejos.

Cerca de 100 mil pessoas reuniram-se no centro de Barcelona, em Las Ramblas, tradicional ponto de comemorações do clube. Sinalizadores foram disparados, mas a grande confusão começou por volta das 2h da madrugada (horário local), quando um grupo de cerca de 100 pessoas passou a atirar objetos contra os policiais que cuidavam da segurança do local. As grades que delimitavam a área foram retiradas pelos agitadores, permitindo que motocicletas invadissem o local.

Dezenas de pessoas foram atendidas no centro de emergência instalado no centro de Barcelona, com 23 delas sendo transferidas a hospitais. Dois policiais sofreram cortes sérios na cabeça. Um torcedor morreu por parada cardiorrespiratória enquanto assistia à partida em um bar.

Em Roma, palco da final, um jovem de 23 anos foi detido durante a madrugada ao enfrentar alguns policiais que tentavam apaziguar uma briga entre torcedores do Barcelona, do qual o rapaz fazia parte, e do Manchester United. Foram 18 prisões antes do jogo de quarta-feira.

A maior tragédia, no entanto, aconteceu na África. Um torcedor do Manchester United matou quatro pessoas na Nigéria ao atropelar com seu microônibus um grupo de torcedores do Barcelona que comemorava a vitória, segundo a polícia local.