"Final do Milênio" na Liga dos Campeões mostra equilíbrio

Portal Terra

RIO - A "final do milênio" na Liga dos Campeões será marcada pelo equilíbrio entre Barcelona e Manchester United. Com campanhas parecidas, espanhóis e ingleses levam vantagem nos quesitos pelos quais são mais conhecidos. Enquanto o Manchester mostra uma defesa mais sólida, o Barcelona apresenta um ataque quase arrasador.

Em 12 jogos pela Copa dos Campeões (sem contar a fase preliminar contra o Wisla Cracóvia-POL), o Barcelona venceu seis, empatou cinco e só perdeu um, para o Shakhtar Donetsk, na rodada final da fase de grupos. Foram 30 gols marcados, média de 2,5 por partida. O rival desta quarta-feira fez apenas 18.

O entrosamento do setor ofensivo catalão, formado por nomes como Messi, Henry, Eto´o e Iniesta, fica evidente quando se vê o alto número de gols com assistências. Apesar da individualidade desses jogadores, 21 gols foram anotados depois de passes decisivos (70% do total).

A velocidade do ataque espanhol ainda traz outras conseqüências positivas ao time treinado por Josep Guardiola. A equipe tomou apenas 19 cartões amarelos durante a competição e já provocou 36 advertências aos seus rivais, quase o dobro. A diferença entre o número de faltas cometidas e recebidas também é grande. O Barcelona faz, em média, 11,8 faltas por jogo, e sofre 18,5.

Os números devem preocupar o Manchester United. Porém, a defesa do time inglês se garante contra ataques poderosos. Nessa edição da Copa dos Campeões, a equipe de Alex Ferguson sofreu apenas oito gols em 12 jogos. O Manchester está invicto na Copa, com seis empates e seis vitórias.

Dois desses gols foram sofridos com um time quase reserva em campo, no jogo contra o Aalborg, pela última rodada da fase de grupos. O Barcelona, com uma defesa menos badalada que a de seu rival, sofreu 13 gols.

Manchester e Barcelona se equivalem em um aspecto: o número de jogadores utilizados na Copa dos Campeões. Os dois lados usaram 23 atletas na competição. Pelo lado inglês, o atacante Wayne Rooney foi o único a participar dos 12 jogos (10 como titular e dois como reserva). Entre os espanhóis, nenhum participou de todos os jogos.