Hortência terá carta branca como dirigente na CBB

Jornal do Brasil

RIO - Com o nome gravado no hall da fama do basquete mundial, Hortência assumiu nesta terça-feira o comando da modalidade no lado feminino. Ela terá a palavra final das categorias de base ao adulto, passando pela decisão sobre a polêmica entre Iziane e o técnico Paulo Bassul, que resultou no corte da jogadora durante o Pré-Olímpico, em 2008. Em Pequim, o Brasil terminou na 11ª colocação e teve sua pior participação desde Barcelona-1992.

Hortência vai fazer parte da nova diretoria da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Nesta terça, Carlos Nunes assumiu a presidência da entidade, que estava em poder de Gerasime Bozikis, o Grego, desde 1997.

Estou muito feliz. A mudança é sempre boa, gera novas expectativas. Fiquei muito tempo afastada, mas sempre torci muito. O brasileiro gosta de basquete. Só falta dar a ele a oportunidade de voltar a se emocionar com o esporte afirmou Hortência.

Presidente da Federação Gaúcha há 15 anos, Carlos Nunes fazia parte da administração de Grego até o começo do ano, quando decidiu romper e se lançar candidato.

A Hortência terá toda a autonomia no Departamento de Basquete Feminino, que não existe mas será criado. Tivemos cinco reuniões durante a campanha e ela participou de três explicou o novo presidente, descartando um convite para Oscar no masculino.

A primeira missão de Hortência será tomar uma decisão sobre a permanência ou não de Paulo Bassul à frente da seleção feminina. Ao ser eleito na segunda-feira, Carlos Nunes revelou problemas de insatisfação entre as próprias jogadoras.

Seria precipitado falar sobre isso agora, mas o nome do técnico é o que menos importa. Precisamos de um projeto para o basquete feminino. A decisão não vai ser só minha afirmou a Hortência, que defende a volta de Iziane. Esteja o Paulinho como técnico ou não, a volta da Iziane é fundamental. Temos de conduzir a comissão técnica de forma harmoniosa. Se eu estivesse ali no Pré-Olímpico, não teria deixado os dois darem entrevistas. Precisamos conversar com a Iziane, ela não teve o respaldo necessário no início da carreira.

A expectativa, agora, é com a possibilidade de que seja criada uma versão feminina do Novo Basquete Brasil (NBB).

Vamos conversar. Se for para esperar três anos, se os argumentos forem bons, vamos esperar. O que importa é criar alicerces fortes. O apressado come cru e eu não quero que isso aconteça concluiu.