Clássico termina empatado e Cruzeiro é bi mineiro

JB Online

BELO HORIZONTE - Atlético-MG e Cruzeiro entraram em campo neste domingo para a segunda partida da final do Campeonato Mineiro. Após ser goleado por 5 a 0 no primeiro jogo, o time alvinegro entrou em campo acreditando em um milagre. No entanto, o placar de 1 a 1 não foi suficiente para o Galo, e o título foi, pelo segundo ano consecutivo para a Toca da Raposa 2.

A partida no primeiro tempo foi bastante corrida. As duas equipes, apesar de alguns erros de passe, jogaram para frente, sempre em busca do gol. O Galo apostava na velocidade da sua dupla de ataque, composta por Éder Luis e Diego Tardelli. Já o Cruzeiro contava com o faro de gol do Gladiador Kléber, além da rapidez de Soares e dos passes de Wágner.

As melhores chances alvinegros foram pelo lado esquerdo do ataque. Éder Luis e Diego Tardelli se revezavam por aquele setor. Sem contar a presença constante do veterano Júnior. E foi pelo lado esquerdo que o Galo conseguiu abrir o placar do jogo. Aos 16 minutos de jogo, Éder Luis foi acionado, fez boa jogada individual e descolou lindo passe para Fabiano, que teve o trabalho de apenas empurrar a bola para o fundo da rede. Tardelli, por sua vez, assustou a defesa celeste em bela jogada individual, finalizada para fora, e através de um gol bem anulado pelo árbitro.

A resposta do Cruzeiro não demorou muito. Cinco minutos após sofrer o gol, a equipe celeste tratou de deixar tudo igual no Mineirão. Em uma jogada individual, Soares recebeu dentro da área, fez o drible em cima de Marcos Rocha e foi derrubado pelo atleticano: pênalti. Na cobrança, Kléber bateu no meio do gol e correu para o abraço: 1 a 1. A torcida celeste ainda pediu outro pênalti, que teria sido cometido em cima de Wagner. Mas o árbitro, corretamente, não marcou e ainda puniu o camisa 10 da Raposa com o cartão amarelo.

Após o empate celeste, a equipe alvinegra partiu mais uma vez em busca do segundo gol, enquanto o Cruzeiro pouco criou. Com isso, ambas as equipes foram para os vestiários com o empate no placar.

No segundo tempo, a partida já começou quente, com a expulsão do técnico Emerson Leão, que no intervalo reclamou bastante da arbitragem. A partida esquentou mais ainda aos seis miuntos de jogo, quando Carlos Alberto cometeu falta em Wagner e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso.

Com um jogador a mais em campo, o time celeste passou a tocar a bola e cadenciar mais o jogo, administrando o resultado. A Raposa ainda buscava explorar os contra-ataques com rapidez e, em algumas oportunidades, ofereceu perigo ao goleiro Juninho. Já o Atlético, com um homem a menos, não conseguiu se impor e reunir condições de reagir.

Em um segundo tempo de poucas oportunidades de gol, o Gladiador Kléber foi mais uma vez o jogador celeste mais perigoso. Além de finalizar por duas vezes com perigo, o jogador ainda se movimentou bastante e criou jogadas para seus companheiros. Pelo lado atleticano, Tardelli bem que tentava mas, sozinho, era presa fácil para a defesa celeste.

O cenário da partida foi tranquilo e cadenciado até fim do tempo regulamentar. Isso porque, com pouco mais de 45 minutos, Kléber foi agredido por Welton Felipe, que foi expulso. Wellington Paulista, que substituiu Soares, tomou as dores do Gladiador e também foi expulso. Após o princípio de confusão, o panorama da partida não mudou o empate se consolidou no marcador.

Com o empate, o Cruzeiro sagrou-se bicampeão mineiro. A conquista foi ainda mais comemorada pelo clube celeste por ter sido de forma invicta. De quebra, a equipe azul ainda ampliou para 12 o número de partidas sem perder para o maior rival. Nos últimos 12 encontros entre Atlético e Cruzeiro, foram 10 vitórias celestes e 2 empates.