Em 2010, regras serão diferentes para pobres e ricos na Fórmula 1

Jornal do Brasil

RIO - A mudança definida nesta terça-feira pelo Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em Paris, que deve gerar mais controvérsia e da qual os times já começam a reclamar, ficou para o ano que vem. A partir de 2010 as equipes terão a opção de competir com carros construídos e mantidos dentro de um teto orçamentário de 33 milhões de euros (o que equivale a cerca de R$ 97 milhões). Como comparação, estima-se que a Ferrari tenha gasto mais de R$ 980 milhões em 2008. Para os que fizerem essa escolha, uma série de liberdades técnicas serão concedidas.

A parte inferior dos carros poderá ter mais eficiência aerodinâmica para este ano o regulamento proíbe qualquer apêndice aerodinâmico as asas móveis serão permitidas, os motores poderão ser desenvolvidos (atualmente estão congelados) e não haverá limitação de giros (em 2009 podem chegar no máximo a 18 mil rpm). Ou seja, a isonomia técnica que sempre caracterizou a categoria não mais existirá, e o grid será dividido em ricos que seguem normas mais rígidas e pobres com mais liberdade. A implementação dessa novidade pela entidade que comanda o automobilismo visa a atrair novas equipes para a Fórmula 1, que atualmente conta com 10 times.