Dubai diz que não vai pedir perdão a israelense

Agência AFP

DUBAI, EMIRADOS ÁRABES - Os organizadores do Torneio de Dubai - que gerou polêmica depois que a israelense Shahar Peer teve o visto de entrada negado pelo governo dos Emirados Árabes Unidos - afirmaram neste sábado que não tem motivos para pedir desculpas à tenista.

Fizemos o melhor que pudemos. Não é nossa a responsabilidade de conceder vistos, mas sim de outro departamento, que também fez tudo o que podia declarou o diretor do torneio, Salah Tahlak, em um comunicado Não deveríamos misturar esporte e política. Nós nos dedicamos unicamente ao esporte. Fizemos muito pelo tênis na região, particularmente nos Emirados Árabes Unidos.

Na sexta-feira, o circuito feminino de tênis WTA multou o torneio de Dubai em US$ 300 mil, por "não cumprir as regras do circuito".

As decisões que tomamos hoje (sexta-feira) têm como objetivo compensar os prejuízos sofridos por Shahar Peer, vítima de uma política injusta e discriminatória por parte dos Emirados Árabes Unidos declarou por sua vez Larry Scott, diretor da WTA, em um comunicado.

Além disso, têm como objetivo mandar uma mensagem clara: nossa organização não vai tolerar nenhuma discriminação de nenhum tipo, e o aconteceu não se repetirá nem nos Emirados nem em qualquer outro lugar afirmou.