Brasil volta a frustar torcida e fica no 0 a 0 contra a Colômbia

Portal Terra

RIO DE JANEIRO - Sem repetir o elogiado desempenho que mostrou no último domingo, contra a Venezuela, a Seleção Brasileira voltou a frustrar o torcedor carioca na noite desta quarta-feira, no Maracanã, ao ficar no empate por 0 a 0 com a Colômbia. Com o novo tropeço caseiro, o time brasileiro ampliou o jejum de gols como mandante nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.

De volta ao Rio, onde tentaria apagar a má imagem deixada no empate também sem gols com a Bolívia, no mês passado, os comandados de Dunga amargaram novas vaias ao completar 296 minutos sem balançar as redes adversárias em partidas em casa.

O último gol marcado no pais foi há quase um ano, quando Luís Fabiano marcou duas vezes na vitória sobre o Uruguai, no Estádio Morumbi, em São Paulo, no dia 21 de novembro de 2007. Além de parar na Bolívia no Engenhão, a equipe também não saiu do zero com a Argentina, em junho, atuando em Minas Gerais.

O empate no Rio de Janeiro também confirmou outro número negativo da equipe brasileira nas Eliminatórias, já que não vence dois jogos consecutivos nos últimos quatro anos, quando disputou 19 partidas. No entanto, mesmo sem vencer, o Brasil foi beneficiado pela derrota da Argentina para o Chile e mantém a segunda colocação, com 17 pontos, agora um a mais que os principais rivais.

Jogo

Em sua volta à Cidade Maravilhosa, a Seleção Brasileira novamente sofreu com as vaias desde os primeiros minutos de bola rolando. Com pouco tempo de partida, após ver os brasilieros terem muitas dificuldades na criação de jogadas ofensivas, a torcida carioca já começou a ensaiar os primeiros protestos e sinais de insatisfação.

Com muitos passes errados, principalmente no meio-campo e sem a inspiração da dupla Kaká e Robinho, que brilhou no último domingo contra a Venezuela, o time nacional parou pelos marcadores colombianos que, sem ser ameaçados, até arriscaram jogadas no ataque no primeiro tempo.

Sem empolgar os torcedores, o Brasil deu o primeiro chute a gol apenas com 20min de jogo, porém a tentativa saiu pela lateral e aumentou o tom dos protestos no Maracanã. No minuto seguinte, em jogada mais trabalhada pelo lado direito, o jogador do Manchester City voltou a arriscar finalização, que desta vez parou nas mãos do goleiro Agustín.

No entanto, a melhora do Brasil acabou parando por aí e os colombianos passaram a se soltar mais em campo e visitaram o campo de defesa dos mandantes com maior freqüência. Aos 26min, Júlio César falhou ao sair mal do gol, mas se redimiu ao defender chute à queima-roupa do atacante Rentería, que já teve passagem pelo Internacional.

O fraco futebol apresentado pela equipe de Dunga e o crescente domínio dos visitantes foi seguido pela indignação dos cariocas. No entanto, aos 30min, as vaias quase foram abafadas após cobrança de escanteio de Elano pela direita, que Juan completou de cabeça após subir mais que a zaga rival. No entanto, Agustín estava bem posicionado e fez a defesa sem problemas. Já nos minutos finais da primeira etapa, com a repetição dos gritos de "adeus Dunga", que já foram ouvidos em outros compromissos no País, o Brasil esteve perto de encerrar o jejum em nova jogada aérea. Novamente Elano levantou a bola em cobrança de falta, Juan levou vantagem ao testar para o gol e Jô acabou finalizando para fora.

Depois de seguir o caminho dos vestiários sob fortes vaias, a Seleção deu sinais que poderia mudar a história do confronto no segundo tempo, quando ameaçou os comandados de Eduardo Lara logo aos 3min, em jogada trabalhada pelo lado esquerdo. Depois de receber bom passe de Kléber, o jovem atacante Jô dominou, girou sobre a marcação e finalizou forte para boa defesa de Agustín.

No entanto, em seguida, o time voltou a apresentar problemas na criação e irritou as arquibancadas novamente, que perdeu a paciência com os seguidos erros de passe. Insatisfeito com o poder ofensivo de sua equipe, Dunga apostou na entrada de Mancini aos 12min de jogo, ocupando a vaga de Elano no meio-campo.

Em seguida, o treinador teve duas baixas importantes em seu elenco e precisou esgotar as últimas substituições ao sacar os lesionados Robinho e Juan para as entradas de Alexandre Pato e Thiago Silva. O ex-santista, que havia recebido homenagem na véspera por um drible histórico aplicado contra o Equador, no mesmo palco, no ano passado, não foi poupado pela atuação apagada e deixou o gramado ouvindo os protestos dos torcedores.

Em meio aos problemas de última hora, o Brasil quase abre o placar no primeiro toque na bola do ex-atacante do Internacional. Aproveitando o entrosamento do Milan, aos 18min, Kaká avançou pela esquerda e rolou para Alexandre Pato, que finalizou à esquerda do gol colombiano. A resposta dos visitantes veio sete minutos depois, novamente nos pés de Rentería, que passou por Lúcio, mas foi barrado por Maicon no momento da finalização.

Sem conseguir ameaçar a Colômbia, os jogadores do Brasil mostraram empenho nos últimos minutos, mas não furaram a retranca dos adversários e enfrentaram as vaias e os gritos de "olé" para os rivais nos últimos minutos de bola rolando.

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