Estudo do Ipea alerta para riscos de sediar Olimpíada

Portal Terra

RIO - O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou nesta quarta-feira o estudo 'Leitura econômica dos Jogos Olímpicos: financiamento, organização e resultados'. Na conclusão, o texto aponta que 'investir na cidade (e região) - e não no evento - é algo que deve ser colocado como prioridade na hora de formular uma proposta de candidatura para sediar um evento desse porte'.

Apesar de não citar especificamente a candidatura Rio 2016, o estudo da fundação pública vinculada ao governo federal reitera que tem a intenção de ajudar nos 'problemas e dilemas que devem ser considerados no processo de elaboração e validação de uma candidatura brasileira'.

O Rio está entre os finalistas do processo seletivo para a edição posterior a Londres 2012 e concorre com Chicago, Tóquio e Madri. A vencedora será conhecida em outubro do ano que vem.

O texto do Ipea expõe riscos para quem planeja receber os Jogos. 'Investir na construção de um estádio olímpico pode, por exemplo, tornar necessário que se adie a construção de um hospital ou impedir que o governo eleve os salários dos professores da rede pública', diz.

Segundo o próprio Ipea, sua função é fornecer suporte técnico e institucional às ações de política pública e desenvolvimento. Seus relatórios divulgam resultados de estudos feitos. O exemplar divulgado nesta quarta-feira faz um balanço das últimas cinco edições da Olimpíada: Barcelona 1992, Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008.

Segundo o estudo, diante do panorama encontrado após a análise, o ponto mais crítico do debate econômico é a questão do financiamento. O modelo mais comum é o que o Estado assume a função da alocação dos recursos. 'As receitas com o marketing olímpico podem pagar a conta da festa, mas não pagam a construção dos locais da festa, nem o suporte logístico', alerta o texto.