Bernardinho indica permanência na seleção de vôlei após Pequim

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RIO - O mistério está praticamente desfeito. O técnico Bernardinho afirmou nesta sexta-feira que deve continuar no comando da seleção brasileira de vôlei masculino após os Jogos Olímpicos de Pequim.

Com a proximidade do final de seu contrato, que expira após a Olimpíada do mês que vem, Bernardinho ainda não havia indicado de forma tão clara que pretende seguir no comando da equipe, que levou ao topo do mundo desde que assumiu em 2001.

Apesar de afirmar que sua visão só vai até os Jogos da China, ele acrescentou: 'Uma coisa é certa: se muitos desses jogadores continuarem, e alguns vão continuar, é muito difícil que eu os deixe, por tudo isso que se criou ao longo desses anos todos'.

O treinador disse ainda que vai 'diminuir o ritmo' depois da Olimpíada, provavelmente dedicando-se exclusivamente à seleção em vez de acumular o cargo também em um clube. Ele ainda decidiu que vai ficar no Brasil, após ter recebido sondagens de outros países.

- Acho que 15 anos de clube e seleção é um pouco demais - disse o treinador, em entrevista coletiva, após a vitória do Brasil sobre o Japão na fase final da Liga Mundial, no Maracanãzinho. Antes de treinar o time masculino, Bernardinho foi técnico da seleção feminina nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996 e Sydney-2000.

Com Bernardinho no comando, a seleção masculina de vôlei do Brasil se tornou a maior potência mundial da modalidade, culminando com a conquista da medalha de ouro nos Jogos de Atenas, em 2004. Além da Olimpíada, a equipe é heptacampeã da Liga Mundial e bicampeã do Campeonato Mundial.

Segundo o treinador, as conquistas que colocam o Brasil como amplo favorito a conquistar o bicampeonato olímpico em Pequim estão sendo encaradas com tranqüilidade pelos jogadores. A maior parte da equipe que estará em Pequim também foi a Atenas e protagonizou as várias conquistas brasileiras nos últimos sete anos.