"Não é o fim do mundo", diz o eliminado Federer

Portal Terra

CANADÁ - Em quadra na noite da última quarta-feira pela sua estréia na competição, Roger Federer foi surpreendido por Gilles Simon e se viu mais ameaçado do que nunca de perder a condição de número um do mundo. Apesar de tudo, o suíço tentou aparentar calma durante entrevista coletiva e cravou:

- Não é o fim do mundo.

Como havia sido vice-campeão do evento canadense no ano passado, Federer verá seu total no ranking de entradas cair para 6255 pontos, ficando ainda mais próximo de Rafael Nadal, que sairá de Toronto com 6105 caso conquiste o título.

Para piorar a situação do suíço, ele defenderá a partir da próxima semana 500 pontos referentes à conquista do Masters Series de Cincinnati, enquanto o espanhol caiu na primeira rodada em 2007.

No entanto, o tenista da Basiléia minimizou as preocupações após sofrer a derrota frente a Simon, número 22 do mundo.

- A temporada de quadras duras acaba de começar e ainda restam nove meses pela frente (considerando-se o início de 2009). Não é o fim do mundo, mas eu desejaria ter começado melhor. É importante seguir sendo positivo.

Na análise da partida, definida em favor do francês com parciais de 2/6, 7/5 e 6/4, Federer reconheceu ter desperdiçado muitas chances: cometeu incríveis 51 erros não-forçados em 2h01 de bola em quadra.

- Perdi algumas oportunidades que me custaram caro no final, então foi um jogo decepcionante. Tive alguns problemas com o forehand e ele é um bom jogador no fundo da quadra. Vimos isso hoje (quarta).

Vendo-se cada vez mais ameaçado por Nadal, o suíço tenta se mostrar confiante para terminar bem a temporada.

- Tenho que me reagrupar e olhar para frente. Os maiores retratos para mim são os Jogos Olímpicos e o Aberto dos Estados Unidos e estes são lugares em que realmente quero ganhar. Portanto, tenho que ter certeza de que estou preparado para isso, concluiu.