Coritiba nega envolvimento em falsificação de ingressos

Portal Terra

CURITIBA - Uma operação da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC) da Polícia Civil do Paraná desmantelou, no último sábado uma quadrilha especializada em falsificação de ingressos. Segundo a polícia, parte da emissão dos bilhetes era feita nas dependências do Estádio Couto Pereira, que pertence ao Coritiba.

No entanto, o clube, através de nota oficial declara que não tinha conhecimento da ação e que a denúncia partiu da própria diretoria.

- O Coritiba Foot Ball Club solicitou à Secretaria de Segurança Pública do Paraná uma investigação sobre uma possível falsificação de ingressos em seus jogos no Estádio Couto Pereira - diz a assessoria em nota.

De acordo com o Coritiba, a solicitação foi feita após a realização de uma auditoria interna instaurada para apurar a "duplicação de ingressos e a presença de cambistas mesmo em jogos de pouco interesse de público".

A direção do time paranaense garante ainda que nenhum dos seus funcionários tinha envolvimento com a quadrilha.

- Os envolvidos prestavam serviço para a empresa BWA, encarregada da instalação e operação de serviços de fornecimento e venda de ingressos e de bilheteria. O Coritiba mantém o contrato em vigor com a empresa BWA, que pelo que consta também foi ludibriado pela quadrilha -

- As apreensões ocorridas no último sábado por parte da Polícia Civil do Paraná satisfazem o Coritiba, que tomou a iniciativa de desmantelar uma quadrilha que agia em todo o território nacional -

Esquema

Segundo dados divulgados pela polícia paranaense, a quadrilha vinha falsificando bilhetes para partidas de futebol do Campeonato Brasileiro, Libertadores da América e de partidas da Seleção Brasileira, como a que ocorreu última quarta-feira, contra a Argentina, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

Depois de impressos, no Paraná, os ingressos falsificados eram revendidos a cambistas, até mesmo do Rio de Janeiro, que faziam parte do esquema.

Na operação foram presos, em Curitiba, Jurimar César Domakoski, 50 anos, representante da empresa BWA Tecnologia e Sistemas em Informática, que emitia os bilhetes para jogos do Coritiba e de outros times do País, e os funcionários Thiago Domakoski, 22 anos, e Anísio Vanderlei Cardoso, 32 anos, responsável por repassar os ingressos falsificados.

No Rio de Janeiro, os policiais paranaenses, com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Rio, também prenderam Francisco Polito Júnior, 35 anos, e Bruno César Polito, 30 anos, que encomendavam ingressos falsificados para a venda.