Tocha olímpica volta à China

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PEQUIM - A China iniciou a contagem regressiva de 100 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim com orações, canções e uma grande corrida, nesta quarta-feira, dia em que a tocha olímpica retornou ao território chinês após um tumultuado revezamento mundial.

Ao contrário da preparação para Olimpíadas recentes, as obras de Pequim seguiram o cronograma e alguns estádios e instalações de infra-estrutura ficaram prontos antes do tempo.

A cidade investiu entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões para melhorar a infra-estrutura, incluindo um novo terminal no aeroporto e novas linhas de metrô, além de US$ 2,1 bilhões para cobrir os gastos de realização dos Jogos.

- Os próximos 100 dias trarão empolgação e energia crescente para Pequim - disse o Comitê Olímpico Internacional.

- Cidadãos e visitantes verão a transformação da cidade, durante a chegada de atletas, da mídia e dos espectadores para os últimos eventos-teste, assim como para os Jogos propriamente ditos - acrescentou.

Nos últimos meses, no entanto, as tranqüilas preparações da cidade foram ofuscadas pelo conturbado revezamento internacional da tocha, que foi marcado por vários protestos anti-China, especialmente em Londres, Paris e San Francisco. Na grande maioria, os protestos questionavam a situação dos direitos humanos na China e a repressão no Tibete.

As festividades de quarta-feira em Pequim começaram sob um céu nublado com uma corrida pelas ruas da cidade com 10.000 moradores de Pequim, parte da promessa chinesa de fazer dos Jogos a "Olimpíada do Povo".

No país oficialmente ateu, igrejas católicas oraram pelo sucesso dos Jogos. Uma freira disse à Reuters que a Igreja perdoava as pessoas que haviam prejudicado o revezamento da tocha.