República Tcheca e Polônia lideram boicote à abertura dos Jogos

Agência EFE

PEQUIM - O primeiro-ministro da República Tcheca, Mirek Topolanek, se juntou hoje ao boicote da cerimônia de abertura dos Jogos de 2008, em Pequim, uma posição que não rejeitaram outros países ocidentais, mas à qual aderiram apenas de forma clara os líderes tchecos e poloneses.

O restante opta, por enquanto, pela fórmula de 'não descartar', de adiar a decisão, de 'deixar todas as portas abertas' ou de antecipar ausências 'por problemas de agenda' ou por não ter costume de presenciar este ato ao vivo.

A simpatia que despertam no ocidente a luta de independência do Tibete, assim como a preocupação pela situação dos direitos humanos e das liberdades na China, levaram a classe política a deixar aberta até o último momento a possibilidade de adotar ações de protesto.

O único de quem se pode dizer que já boicotou a cerimônia de abertura dos Jogos é do diretor de cinema americano Steven Spielberg, que em abril de 2006 recebeu a incumbência de planejá-la com seu colega chinês Zhang Yimou, e que em fevereiro passado se retirou do projeto em protesto pela política chinesa com relação à região sudanesa de Darfur.