Príncipe do Barein proíbe que Mosley compareça ao GP de seu país

Agência EFE

LONDRES - O príncipe herdeiro do Barein informou ao presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, que sua presença não é desejada no Grande Prêmio de Fórmula 1 que acontecerá em seu país após ser divulgado que o dirigente participou de uma orgia sadomasoquista com cinco prostitutas. Esta notícia foi dada hoje pelo jornal britânico 'The Times', publicação que afirmou que Mosley disse a alguns amigos que não compareceria a esta corrida por estar muito ocupado com seus advogados para apresentar uma ação contra o tablóide 'News of the World', ao qual acusa de intromissão em sua intimidade.

No entanto, segundo uma informação publicada hoje pelo 'The Times', o xeque Salman Bin Hamad Al-Khalifa, príncipe herdeiro do Barein, escreveu para Mosley uma carta na qual lhe comunica sem rodeios que é 'persona non grata' em seu país.

- Diante das acusações (contra sua pessoa), suspeito que o senhor estará pensando sobre sua presença no GP do Barein, esta semana. Considero importante transmitir a você a posição do Governo e do povo do Barein - lhe escreve o príncipe herdeiro.

- O mais importante é o êxito do acontecimento (esportivo) para todos os envolvidos: o Reino do Barein, a F-1 e os espectadores. Toda a atenção deveria se concentrar na corrida. Daí que com grande pesar tenha que comunicar-lhe que, nas atuais circunstâncias, não seria conveniente sua presença no Barein - declarou o príncipe herdeiro a Mosley.

Como conseqüência do veto do príncipe, Mosley não terá outra escolha fora ver a corrida pela TV, diz o 'The Times'. A carta do príncipe herdeiro foi enviada para o endereço de Mosley em Mônaco com cópia para o chefão da categoria automobilística, Bernie Ecclestone.