Denúncia do Fla sobre morte de jogador revolta dirigentes bolivianos

Agência EFE

LA PAZ - A denúncia do Flamengo sobre a suposta morte de um jogador de futebol por causa da altitude foi um ato de "ignorância e falta de ética' na opinião dos dirigentes do futebol da Bolívia.

Um relatório enviado ao clube carioca por médicos bolivianos e mexicanos denunciou a morte de um jogador na cidade de Potosí, na Bolívia, situada a 4.000 metros acima do nível do mar.

O estudo concluiu que jogar em cidades de altitude elevada é prejudicial à saúde e foi classificado como 'irresponsável e carente de veracidade' por Guido Loayza, ex-presidente da Federação Boliviana de Futebol.

"Isto mostra uma ignorância do Flamengo em temas médicos e, por outro lado, um pouco de falta de ética para atingir seus objetivos', declarou Loayza.

Loayza assegurou nesta quarta que o Instituto Boliviano de Biologia da Altura (IBBA) realizou os únicos relatórios sobre a prática do esporte em altitude elevada.

Jorge Pacheco, dirigente boliviano, declarou que a suposta morte do atleta 'é uma mentira, uma aberração e vergonhosa'.

Carlos Chávez, presidente da Federação Boliviana de Futebol, deve expressar sua insatisfação na próxima reunião da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), em Assunção, no Paraguai.

Já o coronel Raúl Mantilla, chefe de Polícia de Potosí, respondeu com uma 'gargalhada' quando perguntado sobre a denúncia.

- Nunca se soube em Potosí e nas cidades próximas absolutamente nada parecido - disse Mantilla.