Embaixador chinês: Tentativas de boicote estão condenadas ao fracasso

Agência EFE

MADRI - O embaixador da China na Espanha, Qiu Xiaoqi, considera que qualquer tentativa de boicotar os Jogos Olímpicos de Pequim está condenada ao fracasso, e responsabilizou o Dalai Lama pelos últimos incidentes no Tibete.

Durante uma coletiva na Embaixada chinesa em Madri, Qiu disse que pedir o boicote aos Jogos é 'uma ação de sabotagem contra a China, e contra os povos de todo o mundo que se opõem frontalmente à politização desse evento esportivo'.

Em relação às revoltas no Tibete e à repressão exercida pelo Governo chinês, o diplomata atribuiu sua origem a 'um grupo de elementos separatistas dirigidos pelo Dalai Lama'.

- Temos provas que demonstram que tudo foi um complô organizado pelos separatistas liderados pelo Dalai Lama - insistiu.

Qiu afirmou que o Governo de Pequim sempre manterá a porta aberta para o diálogo com o Tibete.

- Porém o Dalai Lama não tem intenção de dialogar, mas uma vontade separatista. Dialogar, sim, mas negociar a separação de Tibete, nunca - sustentou.

O embaixador lembrou que mais de 120 Governos de todo o mundo "expressaram de maneira clara seu apoio à China', e que a possibilidade de um boicote está totalmente descartada.

Qiu Xiaoqi apontou que, durante os Jogos, todos os visitantes terão que respeitar as leis da China, 'como teriam que fazer em qualquer outro país'.

Perguntado sobre a liberdade que a imprensa terá para trabalhar durante as duas semanas de competição olímpica, e quando a tocha olímpica chegar ao Tibete, o representante chinês disse que 'as boas condições para os repórteres estão garantidas'.

Em relação à possibilidade de que os Jogos acelerem o processo de reformas democráticas na China, o embaixador assegurou que 'a abertura na China começou há 30 anos'.

- Não é imaginável que a China, a quarta potência do mundo, tenha conseguido este êxito sendo um país fechado. Mas estamos desenvolvendo seu próprio modelo de democracia - argumentou. - Não se trata de copiar 100% o modelo de democracia ocidental. Estamos enfrentando nossos próprios desafios.