Fina quer análises sobre "maiô milagroso", diz jornal

Portal Terra

RIO - A Federação Internacional de Esportes Aquáticos (Fina) se reunirá na próxima semana com representantes da empresa britânica Speedo para discutir a utilização do "maiô milagroso", peça de roupa que poderia ter auxiliado nadadores a baterem recordes mundiais nos últimos dias, informa nesta quinta-feira o jornal espanhol El País.

A entidade quer análises sobre o quanto o maiô pode auxiliar um atleta na piscina e pretende discutir a acessibilidade ao produto. Em caso de não proibição, a Fina pretende que até os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a nova tecnologia esteja disponível para todos os nadadores por um preço acessível.

- Nossa prioridade é que o maiô seja acessível para todos, porque toda inovação tecnológica tem que estar ao alcance de todos - afirmou o diretor executivo da entidade, Cornel Marculescu. O preço do produto no momento é de 440 euros (cerca de R$ 1,2 mil), segundo estimativas do jornal.

Denominado de LZR Racer pelo fabricante, o "maiô milagroso" foi desenvolvido com auxílio da NASA, a agência espacial norte-americana. A roupa possui dispositivos estabilizadores para manter a posição do corpo, painéis que aumentam o deslizamento do corpo e reduzem o arrasto, além de um tecido forte e leve que reduz as oscilações musculares e a vibração da pele.

Desde que passou a ser utilizado, neste mês, 15 recordes mundiais da natação foram batidos, principalmente nas disputas do Campeonato Europeu de esportes aquáticos e do Campeonato Australiano de natação. Nesta quinta-feira, Eamon Sullivan, nos 50m livre, e Libby Trickett, nos 100m livre, quebraram os últimos recordes com o "maiô milagroso" na Austrália.