Dadá Maravilha diz que sente tristeza do time atual do Atlético-MG

Portal Terra

BELO HORIZONTE - O ex-centroavante Dadá Maravilha, autor do gol do título brasileiro de 1971 do Atlético-MG e um dos maiores ídolos da torcida alvinegra, afirmou que sente tristeza ao ver a atual equipe, em meio às comemorações à festa do centenário do clube mineiro.

Bem-humorado ao falar das glórias e conquistas que colecionou ao longo da carreira, o famoso atacante só perde a alegria ao comentar o momento vivido pelo time de Geninho, mesmo demonstrando um pouco de otimismo.

- Vejo com tristeza este time de hoje. Só não choro porque aprendi a controlar as lágrimas, mas admito que está feio de ver. Mas acredito que este time vai reagir porque tem jogadores bons lá - disse Dadá, 62 anos, que atua hoje como comentarista esportivo.

- Queria pedir à torcida atleticana para que desse um carinho especial a esses jogadores, porque sei que eles vão retribuir. Sempre digo uma coisa: as nuvens podem esconder o sol, mas elas passam e o sol fica - afirmou o ídolo atleticano.

Ao celebrar os 100 anos do time alvinegro de Minas Gerais, Dadá diz que prefere falar das glórias do clube e sempre que pode cita os seus feitos com a camisa alvinegra e o título de 1971, no primeiro Campeonato Brasileiro disputado.

- O primeiro nunca ninguém esquece. Os outros nunca são lembrados como é o primeiro. E é assim com tudo: o primeiro sutiã de uma menina, a primeira boa nota, a primeira festa. E no futebol, não seria diferente. O Atlético-MG foi abençoado por Deus por ser o primeiro campeão brasileiro - disse o ex-centroavante, segundo maior artilheiro da história do clube.

- Aquele Atlético-MG me marcou muito porque não era o favorito. Naquela época tinha o Santos do Pelé, o São Paulo do Gérson, o Palmeiras do Ademir da Guia, o Botafogo do Jairzinho, o Cruzeiro do Tostão, além de outras equipes. O Atlético-MG nem de longe era favorito. Foi comendo pelas beiradas e chegou merecidamente ao título - afirmou Dadá.

Torcedor do clube fora dos campos, o jogador, que fez parte da equipe brasileira que levantou o tricampeonato mundial de 1970, no México, demonstra com palavras porque é um dos maiores símbolos da história do Atlético-MG.

- Além dos meus filhos, não há nada que eu gosto mais que o Atlético-MG. Nem mesmo os meus amigos eu coloca acima. Agradeço a Deus por ter feito eu vestir essa gloriosa camisa e ter alcançado tantas glórias. O Atlético está de parabéns - comemora.

Autor de 211 gols com camisa do time de Minas, apenas 44 atrás de Reinaldo, o centroavante que também ficou famoso pelas frases polêmicas termina fazendo um desafio para que o Atlético-MG brinde a sua torcida com um título de expressão no ano de seu centenário.

- Se o Atlético-MG tivesse o Dadá hoje, seria campeão brasileiro com os pés nas costas. E ainda lançava uma aposta: se eu fizesse menos de 50 gols no Brasileiro, colocava um fio dental cor-de-rosa e desfilava na (Avenida) Afonso Pena - disse o ex-jogador, que em três passagens pela equipe alvinegra, também conquistou os títulos mineiros de 70, 71 e 78.

- E tem outra: nenhum time ficaria com 11 em campo jogando hoje contra Dadá. Eu era Fórmula 1, ninguém me parava quando eu colocava a bola na frente. Para parar o Dadá tinha que ter uma arma carregada ou algo assim - completou o artilheiro.