Boxeadores cubanos que desertaram não traíram, diz Stevenson

REUTERS

HAVANA - O ex-boxeador Teófilo Stevenson, uma lenda do esporte cubano, que na década de 70 rejeitou uma oferta milionária para desertar e lutar nos Estados Unidos, disse que os dois boxeadores cubanos que tentaram escapar durante o Pan do Rio, no mês passado, não são traidores. O bicampeão olímpico, Guillermo Rigondeaux, e o campeão mundial, Erislandy Lara, foram repatriados no domingo a Cuba após uma confusa tentativa de deserção durante o Pan-Americano.

- Acho uma vitória que eles tenham voltado - disse Stevenson, de 55 anos, durante entrevista à agência Reuters realizada nesta quarta-feira em sua casa na capital cubana.

- Eles não traíram. Foi ignorância. Porque para quem trai, não há perdão - acrescentou o tricampeão olímpico e detentor da coroa mundial dos peso-pesados.

Rigondeaux e Lara voltaram a Cuba após serem detidos pela polícia em Araruama, no Estado do Rio de Janeiro. Eles disseram que estavam arrependidos e que queriam voltar para casa.

O líder cubano Fidel Castro os acusou inicialmente de terem traído a pátria por alguns dólares. Em seguida, ele disse que se os lutadores voltassem ao país não seriam presos, mas sim tratados humanamente, com direito a 'emprego digno'.

O futuro esportivo, entretanto, segue em dúvida. Fidel indicou em um editorial publicado nesta quarta-feira que eles não voltariam a lutar por Cuba no exterior.

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