Poluição, enchentes e protestos preocupam Pequim

Portal Terra

RIO - Com as obras em dia, a organização da Olimpíada agora se concentra para solucionar outros problemas que atingem Pequim. A poluição, as enchentes e as manifestações políticas são as principais preocupações a um ano do início da competição.

Um dos problemas que vieram à tona nos últimos dias foi a poluição, o que já rendeu até um puxão de orelhas do COI (Comitê Olímpico Internacional). A Austrália, por exemplo, disse que não mandará atletas com antecedência para reduzir o risco de eles pegarem doenças.

Já a dois dias da festa preparada para marcar a contagem regressiva de um ano para os Jogos, outro problema enfrentado por Pequim veio à tona, com a enchente provocada por uma tempestade.

Se no primeiro momento a chuva não prejudicou o andamento das obras e nem provocou danos ao estádio, a falta de escoamento preocupa, já que a enchente ocorreu na mesma época da disputa da Olimpíada, quando os índices pluviométricos aumentam.

Somado a tudo isso, ainda existem preocupações com a síndrome respiratória aguda grave (Sars) e com um grupo de dissidentes que escreveu uma carta aberta ao presidente Hu Jintao pedindo que o slogan dos Jogos seja mudado para "Um Mundo, Um Sonho, Mesmos Direitos Humanos".

A liberdade de imprensa é outra questão que tem tirado a tranqüilidade dos governantes chineses. Na segunda-feira, a polícia barrou vários jornalistas da ONG Repórteres Sem Fronteiras que faziam um movimento por mais liberdade de imprensa. Eles foram liberados duas horas depois, sem explicação.

- O atual aborrecimento e a detenção de jornalistas faz com que a promessa de liberdade de imprensa da Olimpíada de Pequim pareça mais uma manobra para ludibriar do que uma sincera iniciativa política - disse Brad Adams, diretor na Ásia do grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

Ding Zilin, cujo filho foi morto nos protestos de 1989 e lidera uma campanha por indenizações, foi uma das 40 pessoas que assinaram uma carta para o governo pedindo mais liberdade antes da Olimpíada.

- Deixem os cidadãos chineses que foram obrigados a viver no exílio por razões políticas, religiosa ou de crença voltar para casa, para que possam aproveitar a Olimpíada em seu país e não em algum país desconhecido - disse a carta.

Já a atriz Mia Farrow, embaixadora da Boa Vontade do Unicef, não hesitou em pedir o boicote dos "jogos genocidas", uma referência ao apoio da China ao governo do Sudão, acusado de promover um genocídio em Darfur, província sudanesa assolada pela guerra civil desde 2003.

O COI recebe com calma todos os ataques contra a China, convencido de que os Jogos podem acarretar em diversas melhorias ao país anfitrião.

Com material da Reuters e AFP.

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