Reunião apara arestas na Gávea

Agência JB

RIO - Antes do treino de ontem, pela manhã, jogadores e comissão técnica do Flamengo se reuniram por cerca de 45 minutos para unificarem o discurso. A conversa foi programada para acalmar os ânimos do grupo após a polêmica declaração do centroavante Souza, que houvera dito um dia antes que os problemas do clube, que tem muita dificuldade de finalizar bem as jogadas que cria, recaem sempre sobre a dupla de ataque, apesar de companheiros do meio-campo e da defesa também desperdiçarem inúmeras oportunidades de balançar as redes.

Até por conta disso, os atletas treinaram muito chute a gols, tendo em vista o próximo jogo, decisivo, pela final do Campeonato Carioca, dia 29, contra o vencedor da Taça Rio, Botafogo ou Cabofriense.

Pivô da confusão, o atacante Roni não teceu críticas ao comportamento da torcida, que começou a vaiá-lo desde a metade do primeiro tempo, na vitória magra de 1 a 0 sobre o fraco Potosí, quarta-feira passada, no Maracanã.

A torcida pode reclamar sempre disse Roni. Ela está com a razão. A situação só vai mudar quando as bolas passarem a entrar.

O meia Renato Augusto, que admite ter deficiências nas finalizações, momentos depois da partida já dera um depoimento semelhante.

O resultado do último jogo foi exatamente o que queríamos. A torcida quer goleada mas a gente entra em campo para vencer, não importa de quanto comentou o meia. A partida foi ótima para a gente treinar. Críticas são normais. No momento em que acertarmos os chutes, vão dizer que jogamos muito, que o Flamengo é o melhor time do mundo.

Roni se inspira em Obina para dar a volta por cima:

Obina quando chegou ao Flamengo comeu o pão que o diabo amassou. Ele me disse que foi muito cobrado, mas que tudo passou com os gols. Não tem fórmula para resolver o problema, mas ele é um exemplo.